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Partido neonazista ganha espaço na Grécia

por Redação Carta Capital — publicado 21/09/2012 17h08, última modificação 06/06/2015 18h43
Pesquisa mostra que Aurora Dourada teria mais votos que o socialista Pasok se uma eleição ocorresse hoje
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Em crise, Grécia se volta contra os imigrantes. Foto: Andreas Solaro/AFP

Uma pesquisa divulgada na última semana mostra que o partido neonazista Aurora Dourada ganhou mais espaço na Grécia. Após conseguir ser a quarta legenda mais votada nas eleições parlamentares de julho com cerca de 7%, alcançou cerca de 10% de intenção de votos. Esse resultado seria suficiente para ultrapassar o socialista Pasok, que tem atualmente cerca de 8% e antes da crise economica mundial detinha a cadeira de primeiro-ministro com Georgios Papandreu.

Em um contexto de adoção de medidas de austeridade pouco populares e a ameaça de deixar a Zona do Euro, o líder neonazista também cresceu na avaliação dos gregos. Segundo o levantamento, 22% dos entrevistados possuíam “opiniões positivas” sobre Nikos Mihalolioakos, oito pontos acima de uma consulta de maio.

Enquanto isso, Fotis Kouvelis, líder da Esquerda Democrática, obteve a aprovação de 52% dos entrevistados. Alexis Tsipras do Syriza foi visto de forma positiva por 42%, três pontos acima do premier Antonis Samaras, do Nova Democracia.

O Aurora Dourada é famoso, entre outros motivos, por defender políticas anti-imigração. O partido é suspeito de orquestrar uma crescente onda de violência racista contra estrangeiros, legais ou não.

A legenda vem ganhando popularidade em meio à intensa crise por atuar em repressões de “lei e ordem”, organizar campanhas de entrega de alimentos e doação de sangue, além de expulsar ambulantes imigrantes de ruas de mercados. Devido a essa atuação, o governo já acusou o partido de tentar usurpar o poder de polícia e alertou que seus batalhões paramilitares não serão tolerados.

Um dos últimos casos de polêmica do Aurora Dourada envolveu um de seus líderes, Ilias Kasidiaris. Poucos dias antes das eleições de julho, ele agrediu duas parlamentares de esquerda em um programa de entrevistas na televisão grega.