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Primavera Árabe

Partido islâmico vence eleições legislativas no Marrocos

por AFP — publicado 28/11/2011 08h14, última modificação 28/11/2011 08h14
Pleito permitiu ao país ganhar conquistar estabilidade; rei se comprometeu com uma política de reformas moderadas
Abdelilah Benkirane Marrocos

O PJD, de Abdelilah Benkirane (foto), chegou à frente do partido Istiqlal (independência), do atual premier marroquino. Foto: AFP/Abdelhak Senna

RABAT, Marrocos (AFP) - O partido islâmico Justiça e Desenvolvimento (PJD) foi o grande vencedor das eleições legislativas no Marrocos, ao conquistar 107 das 395 cadeiras do Parlamento, informou neste domingo o ministério marroquino do Interior.

O PJD, de Abdelilah Benkirane, chegou à frente do partido Istiqlal (independência), do atual premier, Abbas el Fasi, que obteve 60 cadeiras, e da Reunião Nacional de Independentes (RNI), do ministro da Economia e Finanças, Salahedin Mezuar, com 52.

Após a divulgação dos resultados, o rei Mohammed VI deve designar Benkirane para a chefia do governo, com a missão de formar um gabinete de coalizão.

"É uma vitória clara, mas vamos precisar de alianças para trabalhar. Aguardamos a nomeação do novo chefe de governo, por parte do rei Mohammed VI, para iniciar as alianças com os outros partidos políticos", declarou à AFP Abdelilah Benkirane, secretário-geral do PJD.

Vários partidos do atual governo declararam estar dispostos a participar das negociações com o PJD. Entre eles o Istiqlal e a União Socialista das Forças Populares.

Graças a esses resultados, o PJD duplica o número de deputados no novo Parlamento, já que dispunha de 47 na Câmara anterior, formada nas eleições de 2007 e com o total de 325 deputados.

"Nosso objetivo é garantir a estabilidade do país, mas ao mesmo tempo implementar reformas com determinação", disse Benkirane, 57 anos, diante das câmeras de TV na sede do seu partido, onde reinava um ambiente festivo na presença de várias centenas de militantes.

Após o referendo constitucional de julho, as eleições legislativas permitiram ao país ganhar a estabilidade desejada pelo rei Mohammed VI, que se comprometeu com uma política de reformas moderadas diante da primavera árabe, que também abalou o reino.

Após o referendo constitucional de julho, as eleições legislativas permitiram ao país ganhar a estabilidade desejada pelo rei Mohammed VI, que se comprometeu com uma política de reformas moderadas diante da primavera árabe, que também abalou o reino.

É a primeira vez que os islâmicos moderados conquistam uma vitória desta magnitude na história moderna do reino, a monarquia mais antiga do mundo.

A taxa de participação foi de 45,4%, contra 37% nas eleições de 2007, com um mobilização decisiva para o PJD nos centros urbanos.

França e União Europeia, os principais parceiros do Marrocos, congratularam Rabat pelas eleições, e a secretária americana de Estado, Hillary Clinton, elogiou os marroquinos pelo "sucesso" nas legislativas, passo importante na "difícil tarefa de construir a democracia".

"Felicito o povo marroquino" pelas eleições, que deverão permitir "a realização das mudanças constitucionais", disse Clinton.

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