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Turquia

Partido governista ganha eleições, mas sem ampla maioria no Parlamento

por Redação Carta Capital — publicado 13/06/2011 12h28, última modificação 13/06/2011 12h28
Sem dois terços dos assentos na Câmara, o partido de Recep Tayyip Erdogan não permite aprovação de mudanças unilaterais na Constituição

O partido governista AK (Partido Justiça e Desenvolvimento) ganhou as eleições parlamentares na Turquia, que ocorreram no domingo 12. Com isso, o primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan inicia o seu terceiro mandato, com 325 assentos no Parlamento.

Apesar da vitória, o resultado não permite a aprovação de mudanças unilaterais na Constituição pela legenda governista. Para isso, seriam necessárias 41 cadeiras a mais, proporcionando maioria de dois terços na casa. Na gestão anterior, o partido governista tinha 331 das 550 cadeiras.

AK, partido conservador de raízes islâmicas, governou o país durante um período de crescimento democrático. Em março, o desemprego na Turquia foi de 11,5% - uma queda forte em relação aos 14,4% registrados no mesmo mês do ano anterior. O país integra a OTAN e postula vaga na União Européia, razão pela qual existe preocupação com o desenvolvimento da democracia no país.

O Partido Republicano do Povo (CH) obteve 26% dos votos, seguido pelo Partido Movimento Nacionalista (MH) com 13%. Esse resultado deu respectivamente 136 e 56 cadeiras aos dois partidos opositores

O cenário obriga Erdogan a dialogar com a oposição para discutir e aprovar as emendas constitucionais. Apesar das conquistas, a legenda é vista com ceticismo. Analistas ressaltam a lentidão das reformas no país e indícios de autocracia em sua liderança. Segundo Erdogan, as mudanças constitucionais trariam modernização à Turquia, mas críticos afirmam que seu objetivo é ampliar ainda mais o tempo de permanência no poder.

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