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Brasil fará missão de paz no Líbano com patrulhamento marítimo

por Agência Brasil publicado 27/07/2011 17h32, última modificação 27/07/2011 18h00
A operação será meramente naval, para manter a paz e evitar conflitos no mar daquela região, e "não avançará por território"

Rio de Janeiro – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta terça-feira 27 que a participação do Brasil na missão de paz das Nações Unidas no Líbano (Unifil) ficará restrito ao patrulhamento marítimo.

“Será meramente no comando da operação naval e com a estrutura do Estado Maior, que é justamente para manter a paz e evitar conflitos no mar daquela região. Ela não avança por território, é apenas marítima”, informou Jobim ao participar do Seminário Internacional Livro Branco de Defesa Nacional, no Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro.

Na ocasião, Jobim voltou a destacar o protocolo que será assinado no próximo dia 5 com a Colômbia e que prevê operações conjuntas entre os países contra a criminalidade na fronteira. “Vamos estabelecer uma contribuição e uma relação de integração das ações do lado colombiano e do lado brasileiro. E, eventualmente, as operações conjuntas que vão ser definidas no momento operacional”, disse.

O ministro da Defesa disse ainda que há a intenção de que esse acordo com a Colômbia sirva de modelo para um protocolo semelhante com o Peru e com os demais países sul-americanos, mas que nada foi conversado até o momento.

Durante o evento, Jobim destacou a importância do Livro Branco, documento público que expõe a visão do governo sobre o tema da Defesa e que será enviada para votação no Congresso Nacional. “Reitero minha expectativa de que o livro constitua um marco de discussão sobre a estrutura de Defesa que o Brasil precisa ter para afinar seu ponto de vista pacífico e agregador”, completou.

*Matéria publicada originalmente na Agência Brasil

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