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Síria

Parlamento árabe pede retirada de observadores

por AFP — publicado 02/01/2012 08h09, última modificação 02/01/2012 08h17
Militantes celebraram neste domingo a chegada de 2012 com novas manifestações contra Assad
Liga Arabe

Observadores da Liga Árabe, em meio a uma manifestação, na cidade de Idlib ©YouTube/AFP

DAMASCO, Síria (AFP) - O presidente do Parlamento árabe, Salem al Diqbassi, pediu neste domingo a retirada imediata dos observadores da Síria ao avaliar que sua presença não teve efeito algum sobre a repressão das forças do regime, que mais uma vez atuaram com violência no primeiro dia do ano.

"O regime sírio continua matando inocentes. Assistimos a uma escalada da violência, cada vez matam mais pessoas, incluindo crianças, e tudo isso na presença dos observadores", afirmou o chefe desse organismo consultivo da Liga Árabe formado por parlamentares de seus 22 membros.

Um segundo grupo de observadores, encarregados de informar sobre a situação na Síria, deve chegar na quinta-feira ao país.

Os militantes opositores sírios celebraram neste domingo a chegada de 2012 com novas manifestações para reclamar a saída do poder de Bashar al-Assad, cujas forças de ordem continuam reprimindo com violência.

Em Hama (centro), um menino de sete anos foi vítima dos tiros disparados contra o carro dirigido por seu pai, informou neste domingo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), com sede na Grã-Bretanha, que chamou a criança de o "primeiro mártir de 2012".

Na região de Homs (centro), três civis morreram nas mãos de milícias favoráveis ao regime.

Na província de Damasco, 20 manifestantes que hastearam a bandeira síria da independência foram feridos pelas tropas, precisou o OSDH.

Os "jovens da Revolução" celebraram a chegada de 2012 com o espocar de fogos de artifício e com pedidos de saída do poder de Assad, que enfrenta, desde meados de março, o movimento de protestos.

Na cidade de Idleb (noroeste), centenas de pessoas cantaram hinos pela "unidade nacional e de fraternidade entre islâmicos e cristãos". Numa das ruas da cidade foram colocadas juntas o símbolo do Crescente Vermelho e da Cruz.

Em Alep (norte), segunda cidade do país, grupos de jovens gritavam palavras de apoio aos rebeldes das cidades Homs (norte) e Deraa (sul).

"Assad é o inimigo de Deus", podia-se ouvir.

Vídeos mostravam imagens de manifestações em outras cidades do país, a exemplo de Duma.

Os corpos de quatro civis, alguns deles com marcas de torturas, foram entregues neste domingo às famílias, em Wadi Irane, na região de Homs, e em Ariha, província de Idleb, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Em comunicado, os comitês locais de coordenação (LCC), que organizam os protestos, anunciaram a morte de 5.862 civis em 2011 pelas forças de segurança na Síria. Entre as vítimas estão 395 crianças.

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