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Parlamento aprova governo de união nacional

por AFP — publicado 09/05/2012 15h58, última modificação 09/05/2012 15h58
Este acordo coloca Netanyahu na liderança de uma das mais amplas coalizões governamentais da história do país
Netanyahu e Mofaz estão convencidos que um novo texto mais igualitário substituirá até o verão a lei Tal. Foto: Gali Tibbon/AFP

Netanyahu e Mofaz estão convencidos que um novo texto mais igualitário substituirá até o verão a lei Tal. Foto: Gali Tibbon/AFP

JERUSALÉM (AFP) - O Parlamento de Israel aprovou nesta quarta-feira 9, por 71 votos a 23, o acordo de um governo de união nacional alcançado pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e pelo chefe da oposição, Shaul Mofaz.

Este acordo coloca Netanyahu na liderança de uma das mais amplas coalizões governamentais da história de Israel, com 94 dos 120 assentos do Parlamento. Trata-se do sétimo governo de união desde a criação do Estado de Israel, em 1948.

Nos termos deste acordo, Shaul Mofaz torna-se vice-primeiro-ministro e ministro sem pasta, e participará do fórum dos principais ministros, assim como do gabinete de segurança, que conta agora com 15 membros.

Mofaz, um ex-chefe do Estado-Maior e ex-ministro da Defesa, será imediatamente empossado.

Seis semanas depois de ter chegado à direção do partido centrista Kadima, Mofaz reuniu na noite de segunda para terça-feira, para a surpresa geral, a coalizão de direita de Netanyahu que, no ato, desistiu de eleições legislativas antecipadas que deveriam ser convocadas para setembro.

Em virtude de seu acordo, Netanyahu e Mofaz estão convencidos que um novo texto mais igualitário substituirá até o verão (hemisfério norte) a lei Tal que permite aos judeus ortodoxos serem isentados do serviço militar.

Membros do Kadima terão postos importantes, principalmente na comissão parlamentar de Relações Exteriores e Defesa e na de Assuntos Econômicos.

O acordo prevê também um relançamento do processo de paz com os palestinos e assegura o voto do orçamento do Estado para o próximo exercício fiscal.

A legislatura será concluída normalmente em outubro de 2013, e Mofaz se comprometeu a permanecer na coalizão até a data limite.

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