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Paraguai cogita referendo para definir permanência no Mercosul

por Agência Brasil publicado 15/08/2012 11h06, última modificação 06/06/2015 18h28
francisco franco afp

O presidente paraguaio Francisco Franco diz que referendo é uma possibilidade, mas que pessoalmente é contrário à idéia. AFP/Arquivo / Norberto Duarte

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

O presidente do Paraguai, Federico Franco, pretende promover um referendo para que a sociedade decida se o país deve permanecer no Mercosul. O referendo pode ocorrer em abril de 2013 durante as eleições majoritárias. O Paraguai foi suspenso do bloco em junho, depois que os líderes sul-americanos levantaram dúvidas sobre a destituição do então presidente Fernando Lugo do poder.

"Não é uma decisão rápida nem prática que possa ser tomada por alguns, que solicitam a saída do Mercosul, não é fácil”, disse o presidente durante solenidade. "Para tomar essa decisão, eu não descarto a realização de um referendo”, acrescentou. “Pessoalmente, não endosso essa possibilidade.”

O Mercosul foi criado em 1991 e é integrado pelo Brasil, pela Argentina, pelo Uruguai, Paraguai e pela Venezuela – que foi integrada ao grupo no último dia 31, em cerimônia em Brasília, na presença dos presidentes Dilma Rousseff, Cristina Kirchner (Argentina), José Pepe Mujica (Uruguai) e Hugo Chávez (Venezuela).

Além do Mercosul, o Paraguai foi suspenso também da União de Nações Sul-Americanas(Unasul) como pressão dos líderes da região devido à forma como Lugo deixou o poder. Os paraguaios protestaram, informando que o processo foi legal e seguiu os preceitos da Constituição.

No entanto, desde a semana passada, Franco tem anunciado medidas controvertidas envolvendo alguns parceiros sul-americanos. O presidente disse que pretende revisar o acordo entre o Paraguai e o Brasil sobre o uso de energia gerada pela Usina Hidrelétrica de Itaipu. Segundo ele, os paraguaios deixarão de “ceder” energia para o Brasil.

As autoridades brasileiras reagiram, informando que há um acordo que deve ser respeitado e que para revisá-lo é necessário seguir uma série de trâmites. O governo brasileiro nega que a energia seja cedida pelo Paraguai. Segundo o governo, a energia é comprada.

 Unasul ratifica suspensão temporária do Paraguai do grupo

O Grupo de Alto Nível da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) ratificou nesta terça 14 a suspensão temporária do Paraguai. A decisão foi anunciada após um período de análises, feitas a partir de relatórios específicos enviados pelas 11 embaixadas dos países que integram o grupo. O presidente do  Grupo de Alto Nível da Unasul, Salomon Lerner, fez o anúncio oficial.

O Paraguai foi suspenso da Unasul em 29 de junho, após a impechment de Fernando Lugo na presidência do país uma semana antes.

A Unasul é formada por 12 países – um deles é o Paraguai que está suspenso até abril de 2013. Integram o grupo a Bolívia, Colômbia, o Equador, Peru, a Argentina, o Brasil, Paraguai, Uruguai, a Venezuela, o Chile, a Guiana e o Suriname. São países observadores o Panamá e o México.

Lerner disse ainda que os integrantes do grupo analisaram os relatórios sobre a situação política no Paraguai e que há perspectivas positivas sobre o cumprimento do calendário eleitoral no país. As eleições presidenciais estão marcadas para abril de 2013. O ex-presidente Fernando Lugo deve ser candidato ao Senado.

No fim deste mês, os integrantes do Grupo de Alto Nível da Unasul voltam a se reunir para mais uma etapa de análise sobre a situação política do Paraguai. A reunião ocorreu nesta em Lima, no Peru.

No próximo dia 22, a Organização dos Estados Americanos (OEA) discute a situação política do Paraguai. O governo do presidente paraguaio, Federico Franco, tem sinalizado que confia no apoio da organização ao país.

*Com Informações agência pública oferece notícias do Paraguai, Ipparaguay.