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Internacional

Da Colômbia para o Líbano

Para EUA, Hezbollah lava dinheiro do tráfico para se financiar

por Redação Carta Capital — publicado 15/12/2011 17h47, última modificação 15/12/2011 18h52
Investigação do governo americano aponta o Banco Libanês-Canadense como gestor de esquema que lava dinheiro do tráfico de cocaína e financia a organização islâmica
Viciado, drogas

Foto: Paul Rogers

Segundo investigações do governo americano a partir de dados do Banco Libanês-Canadense, o grupo Hezbollah tem financiado suas atividades a partir do dinheiro obtido com o tráfico de drogas e lavado o dinheiro com compra e venda de bens de consumo e veículos usados. O Hezbollah é uma organização islâmica libanesa considerada “terrorista” pelos Estados Unidos.

O inquérito, divulgado pelo jornal The New York Times, traça o caminho do dinheiro, desde a venda de drogas na Europa, até a venda de carros usados na África. Em resumo, a atividade comercial na África é utilizada para justificar os altos rendimentos do tráfico. A droga, por sua vez, sai da América do Sul, na Colômbia, até sua venda na Europa. Vale destacar que no último relatório da ONU sobre drogas, o Brasil é a principal rota do tráfico entre os produtores latinos de cocaína e o mercado consumidor europeu. Simultaneamente, o grupo adquire mercadorias asiáticas e, com sua venda na América do Sul, financia a compra da cocaína, que se valoriza cerca de dez vezes ao chegar na Europa.

 

 

Até então, a crença era de que o Hezbollah recebia contribuições de membros envolvidos no tráfico. A suspeita agora é de que membros do alto escalão da organização estejam envolvidos com o tráfico de cocaína da América do Sul.

Derek Maltz, que monitorou a investigação na Agência Antidrogas americana, afirma que a inserção de grupos considerados terroristas no fluxo do financiamento criminoso mundial é o grande desafio após os ataques de 11 de setembro.

Gerentes do Banco Libanês-Canadense ajudaram clientes a gerir o esquema de lavagem, que mescla valores com os recursos obtidos dos produtos na África e América. Ali Fayyad, um dos principais estrategistas políticos do Hezbollah reagiu às acusações afirmando que se tratava de propaganda com motivações políticas. Segundo ele, o grupo não tem ligações com o Banco Libanês-Canadense.

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