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Internacional

Repressão na Síria

Para EUA, há consenso contra Assad

por AFP — publicado 15/11/2011 09h26, última modificação 15/11/2011 09h26
Pra ao país, a comunidade internacional está adotando um tom cada vez mais duro contra a repressão do regime às manifestações
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O Ocidente e monaquias do Golfo querem se desfazer dele. Foto: ©AFP / Louai Beshara

Os Estados Unidos elogiaram na segunda-feira 14 a "consolidação do consenso contra (o presidente Bashar al) Assad e o regime" sírio, após as decisões tomadas nos últimos dias pela Liga Árabe e pela União Europeia (UE).

"A comunidade internacional, os Estados Unidos, a UE, a Liga Árabe e países como Turquia" estão adotando "um tom cada vez mais duro" frente à repressão na Síria, observou Mark Toner, porta-voz do Departamento de Estado.

Questionado sobre uma eventual intervenção militar, o porta-voz disse que os esforços americanos estão centrados no endurecimento das sanções econômicas e políticas contra o governo de Assad.

 

"Vocês estão se adiantando. Não chegamos a essa situação", apesar de "nunca termos renunciado a nenhuma opção", disse Toner ao jornalista que fez essa pergunta, dando a entender que uma iniciativa militar não está excluída a priori.

No mesmo dia, grupos de direitos humanos afirma que as forças de segurança sírias atiraram e mataram pelo menos 16 civis, no ponto central de tensão na província de Daraa, ao sul, enquanto 19 integrantes das forças do regime foram mortos em confrontos.

O Observatório Sírio para Diretos Humanos com sede britânica disse que os civis foram mortos por atiradores em postos de controle tripulados por forças de segurança através de Daraa, berço dos protestos contra o regime, que já duram oito meses.

O Observatórrio também relatou, em uma declaração recebida pela AFP em Nicósia, que os soldados e membros das forças de segurança foram mortos em confrontos com supostos desertores do exército.

De acordo com as estimativas da ONU, mais de 3500 pessoas morreram em consequência da violência que varreu a Síria desde meados de março, quando os protestos contra o regime eclodiram em Daraa.

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