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Grécia

Papandreou negocia governo de coalizão

por Redação Carta Capital — publicado 05/11/2011 16h43, última modificação 05/11/2011 16h48
Para amenizar crise intensificada pela tentativa de referendo, premier tenta consenso com a oposição, que pede eleições antecipadas
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O primeiro-ministro Georges Papandreou tentava formar no sábado 5 um governo de coalizão. Foto: Louisa Gouliamaki

Após conquistar o voto de confiança do Parlamento grego na madrugada de sábado 5 por uma aperta margem (153 votos a favor e 145 contra), o primeiro-ministro Georges Papandreou solicitou ao presidente do país, Carolos Papulias, o início das discussões para formar um governo de coalisão e consenso.

O premier, que espantou os países da Zona do Euro ao anunciar um referendo sobre o pacote de ajuda à Grécia, deve enfrentar dificuldades para chegar a um acordo com a oposição, mesmo aberto a deixar a liderança do governo. "Vim para expressar minha intenção de contribuir de maneira decisiva para a criação de um governo de cooperação e para conquistá-lo haverá em breve os contatos e os encontros necessários", disse ao fim do encontro com Papulias.

A formação deste governo garantiria a aplicação do plano de resgate, mantendo a Grécia na Zona do Euro, advertiu Papandreou. "A ausência de consenso corre o risco de inquietar nossos sócios europeus sobre nossa vontade de permanecer no núcleo do euro."

O acordo com a oposição parece, porém, improvável. O líder do partido conservador Nova Democracia, Antonis Samaras, pediu novamente no sábado eleições antecipadas. "Insistimos no pedido de imediatas eleições para sair o mais rápido possível deste pesadelo", exclamou.

O premier, no entanto, rejeita a ideia por considerá-la "catastrófica", pois significaria adiar por ao menos quatro meses a aplicação do plano europeu, deteriorando ainda mais a situação financeira e política do país.

No entanto, Samaras garantiu a disposição de seu partido em aceitar o acordo desenhado em Bruxelas, que concede ao país uma ajuda de 130 bilhões de euros e o perdão de 50% da dívida, em troca de novas medidas de austeridade. Para isso, seria necessário, porém, um governo de transição sem Papandreou e o anúncio de eleições legislativas antecipadas.

Planos

Pelo calendário de Papandreou, o novo governo terá o objetivo de evitar a quebra da Grécia e garantir sua permanência no euro, assegurando uma nova parcela do empréstimo europeu acordado em maio de 2010. Além disso, deverá implementar, antes de fevereiro, o segundo plano de resgate decidido em Bruxelas, em outubro.

"Trata-se de um acordo que nos dá segurança e garante nosso espaço na Europa. Um acordo que nos permite zerar boa parte de nossas dívidas e pagar menos juros. Isso facilita nossa caminhada nos próximos anos", declarou o premier.

Com informações BBC Brasil e AFP.

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