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Países criticam Argélia por ação militar isolada e falta de informações

por Deutsche Welle publicado 19/01/2013 09h24, última modificação 19/01/2013 09h24
Dois dias após o ataque terrorista contra um campo de gás e um dia após uma operação militar argelina para retomar o controle do local, segue desconhecido o número exato de vítimas e de reféns

Os governos do Reino Unido, dos Estados Unidos, do Japão, da Noruega, da França e da Irlanda estão insatisfeitos com a falta de informações sobre a situação no campo de gás de In Amenas, onde terroristas islâmicos mantêm várias pessoas reféns nesta sexta-feira (18/01). Os seis governos confirmaram que cidadãos de seus países foram tomados reféns.

Reino Unido e EUA exigem mais clareza do governo da Argélia. Até o momento, não se sabe exatamente quantas pessoas permanecem detidas no local e quantas morreram durante a operação militar conduzida por militares argelinos nesta quinta-feira. O local foi atacado na quarta-feira por islamitas, que fizeram um número ainda desconhecido de reféns.

O chefe de governo do Japão, Shinzo Abe, disse que o ataque das tropas argelinas pôs em risco a vida dos reféns. O premiê britânico, David Cameron, disse estar depcepcionado por não ter sido informado antecipadamente da ação pelas autoridades locais. Ele disse que o Reino Unido deve se preparar para mais notícias ruins e que "significativamente" menos de 30 cidadãos britânicos permanecem em perigo no campo, operado pela britânica BP, pela norueguesa Statoil e argelina Sonatrach.

O primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, disse que seu governo pediu à Argélia que se contenha militarmente em favor da segurança dos reféns. Ele disse só ter sido informado sobre a operação militar quando ela já estava em andamento.

Nesta sexta-feira, a agência de notícias argelina APS relatou que ainda há reféns no campo de gás, que está "cercado por forças especiais" de segurança. Aparentemente apenas uma parte do local está sob controle dos militares. Segundo a APS, a área residencial foi libertada, mas não as instalações de produção.

A BP divulgou que um pequeno número de funcionários está desaparecido, acrescentando ter retirado centenas de trabalhadores do campo ocupado e, por motivos de segurança, também de outros.

Um dos sequestradores disse que 34 reféns morreram durante o ataque dos militares argelinos, mas uma pessoa ligada às forças de segurança da Argélia disse que esse número é "fantasioso". Segundo essa mesma fonte, 15 islamitas também morreram na ação. O governo da Argélia confirmou apenas que "algumas" pessoas morreram.

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