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Otan vai intensificar ataques à Líbia e Khadafi avisa que irá atacar Europa

por Agência Brasil publicado 02/07/2011 19h09, última modificação 02/07/2011 19h09
A União Africana decidiu que não vai executar o mandado emitido pelo Tribunal Penal Internacional contra Khadafi, o filho dele e o cunhado

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciou neste sábado 2 que vai intensificar os bombardeios no Oeste da Líbia. O objetivo é acertar a região de Djebel Nafusa, na fronteira com a Tunísia e a cidade de Misrata, a 200 quilômetros de Trípoli, a capital líbia. A decisão foi anunciada por meio de comunicado oficial. As informações são da Agência Lusa.

A decisão da Otan ocorre no momento em que o líder líbio Muammar Khadafi ameaça reagir aos ataques partindo para a Europa. Segundo emissários, Kahdafi avisou que se os ataques da Otan não cessarem, ele partirá para a Europa. “Se eles decidirem não parar, nós podemos decidir tratá-los da mesma maneira”, disse.

Em comunicado, a Otan reiterou sua intenção de manter os bombardeios. “A Otan continua a aumentar a pressão sobre o regime de Khadafi para proteger os civis em todo o lado onde estejam sob ameaça de ataques”, disse o comandante das operações militares da organização na Líbia, general Charles Bouchard.

Desde o final de março, a Otan está presente na Líbia com a proteção da Organização das Nações Unidas (ONU), que autorizou a adoção de uma área de exclusão para proteger os civis. Segundo a Otan, seus militares destruíram, em Gharyan, a 80 quilômetros de Trípoli, oito alvos militares – incluindo tanques e vários veículos.

Para a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, em vez de “ameaçar” Khadafi, deve-se buscar o fim dos conflitos. Paralelamente, a União Africana decidiu que não vai executar o mandado emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra Khadafi, o filho dele e o cunhado. O tribunal havia determinado a prisão deles.

“[A União Africana] decidiu que os Estados [membros] não vão cooperar com a execução do mandado de captura contra o coronel Khadafi e pedem ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que implemente resoluções com vista a anular o processo do TPI sobre a Líbia”, comunicou a União Africana, em nota

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