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Os frutos da primavera

por Antonio Luiz M. C. Costa publicado 01/12/2011 11h30, última modificação 02/12/2011 11h31
Eleições e intervenções ocidentais fortalecem o Islã político
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Eleições e intervenções ocidentais fortalecem o Islã político. Foto: Mahmud Hams/AFP

Desde 19 de novembro, foram nove dias seguidos de protestos massivos na Praça Tahrir, que chegaram a reunir 100 mil pessoas, e de repressão violenta que chegou a usar gás de nervos e munição real e deixou 42 mortos e 3 mil feridos. E de crise política que levou à renúncia do primeiro-ministro egípcio, Essam Sharaf, sem que a multidão dos manifestantes deixasse o sucessor designado pelo marechal Tantawi, Kamal Ganzouri, chegar aos escritórios do governo.

Mesmo assim, a primeira fase da complexa eleição parlamentar egípcia, o primeiro turno da  eleição de deputados em um terço dos distritos, em 28 e 29 de novembro teve participação  acima do esperado, mesmo considerando que o voto é obrigatório (sob pena de multa de 85 dólares). O governo prorrogou a votação por duas horas, para dar conta de filas de até 800 metros e estimou a participação em 70% a 80%, ante 30% nos tempos de Mubarak.

O segundo turno será celebrado em 5 de dezembro. Outro terço dos distritos terá primeiro turno em 14 e 15 de dezembro e segundo no dia 21 e o terço final votará em 3 e 4 de janeiro, com segundo turno no dia 10. Depois, virá a eleição de senadores também em três etapas, cada uma com dois turnos, com intervalos de 15 dias, de 29 de janeiro a 11 de março. Segundo o cronograma vigente, uma Constituição será redigida por uma comissão de 100 integrantes, 80 dos quais apontados pelo governo e 20 pelo Parlamento. Poderão se seguir um referendo e uma eleição presidencial até meados de 2012.

 

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