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Oposição síria firma acordo de unificação

por AFP — publicado 11/11/2012 16h56, última modificação 11/11/2012 16h56
Conselho Nacional Sírio e outras instituições vão se juntar para concentrar ajuda externa na luta contra Bashar al-Assad
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Chefe do CNS, Burhan Ghalioun, fala com a imprensa. Foto: Karim Jaafar / AFP

DOHA (AFP) - As diferentes formações da oposição síria firmaram neste domingo 11, em Doha, um acordo sobre a constituição de uma coalizão nacional unificada com o objetivo de lutar contra o regime de Bashar al-Assad, declarou à AFP um dirigente da oposição.

"Este acordo é fruto de um compromisso gerado após intensas negociações entre os partidos da oposição, entre eles o Conselho Nacional Sírio (CNS)", afirmou Sadredin Bayanuni, ex-chefe da Irmandade Muçulmana da Síria.

Os representantes dos diferentes grupos, entre eles o Conselho Nacional Sírio (CNS), estiveram reunidos em um hotel da capital do Qatar, que abriga as negociações, para longos debates, que se prolongaram pela madrugada.

Este acordo é fruto do compromisso entre o CNS e as demais formações que apoiam um plano baseado na iniciativa do ex-deputado Riad Seif para estabelecer uma instância executiva suscetível de tratar com a comunidade internacional e canalizar as ajudas.

O CNS foi alvo de fortes pressões árabes e internacionais no sábado à noite para que aceitasse firmar um acordo sobre a unificação da oposição. "O mais importante é que o acordo enfatize a necessidade de trabalhar em conjunto após a queda do regime e especifica claramente que não haverá nenhum tipo de diálogo" com Assad, disse Ahmad Ramadan, dirigente do CNS.

A coalizão, segundo ele, teria que "trabalhar para unificar os conselhos militares" que combatem no terreno das tropas do regime.

A comunidade internacional considerava até pouco tempo atrás o CNS como o "interlocutor legítimo", mas o mesmo tem sido alvo de fortes críticas, principalmente por parte dos Estados Unidos, por sua falta de representatividade.

A Síria tem sido assolada desde março de 2011 por um conflito surgido pela repressão brutal de uma revolta popular contra o regime de Bashar al-Assad. Este movimento de protesta tem se militarizado com o tempo e já deixou 35.000 mortos segundo uma ONG síria.

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