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Oposição síria elege primeiro-ministro

por Deutsche Welle publicado 19/03/2013 11h41, última modificação 19/03/2013 11h42
Coalizão Nacional Síria escolhe o especialista em TI Ghassan Hitto para comandar o governo paralelo dos rebeldes, que controlam as regiões norte e leste do país

O especialista em tecnologia da informação Ghassan Hitto foi eleito, na noite desta segunda-feira (18/03), primeiro-ministro do governo paralelo formado pela oposição ao regime do presidente Bashar al-Assad. Hitto havia se mudado há pouco tempo dos EUA para a Turquia para ajudar refugiados sírios.

Durante meses os adversários de Assad discutiram quando seria o momento certo para a formação de um governo próprio. Na noite desta segunda para terça-feira, a decisão foi tomada. Dos 49 representantes da Coalizão Nacional Síria presentes a uma reunião em Istambul, 35 optaram por Hitto, conforme o anúncio oficial.

Ele será o primeiro-ministro para as regiões norte e leste da Síria, que estão sob controle dos rebeldes. A oposição comunicou que o governo em torno de Hitto terá sua sede no território rebelde.

Não é possível saber, porém, o grau de adesão da oposição à nova liderança. Vários dos cerca de 70 membros da Coalizão Nacional Síria reunidos em Istambul deixaram o local da reunião antes da votação. É incerto se as inúmeras frações rebeldes aceitarão a autoridade e o gabinete do novo chefe.

Mesmo assim, representantes da coalizão rejeitaram especulações sobre tensões internas. Eles elogiaram Hitto como um candidato de consenso, que conta com o apoio tanto dos liberais quanto dos islâmicos.

Hitto nasceu em 1963 em Damasco, capital da Síria. Ele passou boa parte da sua vida nos EUA. Em novembro do ano passado, o especialista em tecnologia da informação pediu demissão do seu emprego no Texas para se unir à oposição à Assad. Ele mudou-se com a família para a Turquia, onde se dedicou a ajudar os refugiados sírios.

É esperado que Hitto nomeie o governo de transição nos próximos dias. O novo governo deve ser também o interlocutor dos Estados que queiram disponibilizar dinheiro, suprimentos e armas.

O movimento popular contra Assad começou há dois anos. Desde então, cerca de 70 mil pessoas morreram, segundo estimativas das Nações Unidas.

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