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Internacional

Conflito em Gaza

Israel manterá operação pelo "tempo necessário", diz Netanyahu

por Agência Brasil publicado 03/08/2014 07h31, última modificação 03/08/2014 14h53
O premier israelense disse que ação na Faixa de Gaza segue até que o país se sinta seguro em relação ao Hamas
Gali Tibbon / AFP

*Atualizado às 14h55 de domingo 3

A ação de Israel irá continuar na Faixa de Gaza até que o país se sinta seguro em relação ao Hamas, informou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no sábado 2. “Prometemos, desde o início, o regresso à calma para os cidadãos de Israel, e continuaremos a agir até que tenhamos atingido esse objetivo. Isso levará tanto tempo quanto necessário e utilizaremos toda a força exigida”, declarou à imprensa em Telaviv.

“A operação continua. O Exército continua a atuar com todas as suas forças para levar a bom termo as suas missões, o regresso à calma, a segurança para os cidadãos de Israel, apenas provocando danos à infraestrutura terrorista”, acrescentou. “As nossas Forças Armadas estão prestes a conseguir a neutralização dos túneis de Gaza”.

O Exército israelense anunciou a retirada de soldados das cidades de Beit Lahiya, no Norte da região. Com essa medida, veículos internacionais de comunicação chegaram a noticiar que a operação israelense estaria chegando ao fim.

A operação israelense, que começou 8 de julho, causou mais de 1,6 mil mortos do lado palestino, entre eles 296 crianças e adolescentes, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Do lado israelense, foram mortas 63 pessoas.

Desde sexta-feira 1, Israel já tinha decidido que não fecharia um acordo com o Hamas para pôr fim às hostilidades, mas que atuaria por própria iniciativa até estarem cumpridos todos os objetivos.

Enquanto não existe um cessar-fogo, o Egito procura mediar uma solução para os conflitos entre Israel e o Hamas, na Faixa de Gaza. Para o presidente egípcio, Abdel Fattah Sissi, a proposta egípcia representa uma "possibilidade real" para o fim dos confrontos.

A iniciativa egípcia, apresentada dias depois do início da ofensiva israelense, previa um cessar-fogo seguido de negociações. Foi aceita por Israel, mas rejeitada pelo Hamas, que exigia como condição prévia o fim do bloqueio em vigor desde 2006, a abertura da fronteira com o Egito e a libertação de prisioneiros por Israel.

Mais uma escola da ONU atacada

Ao menos 10 pessoas morreram neste domingo 3 em um ataque israelense contra uma escola da ONU em Rafah, sul da Faixa de Gaza, pouco depois de Israel anunciar uma retirada parcial de tropas do território palestino. Além do ataque contra a escola, os bombardeios israelenses mataram outras 40 pessoas, em sua maioria em Rafah.

A operação israelense 'Barreira Protetora' matou mais de 1.850 palestinos, em sua maioria civis.

O porta-voz dos serviços de emergência de Gaza, Ashraf al-Qudra, informou que dezenas de pessoas ficaram feridas no ataque contra a escola.

Chris Gunness, porta-voz da Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNWRA), afirmou que a escola abrigava milhares de deslocados palestinos internos pela operação isralense que pretende destruir as infraestruturas do Hamas. "Segundo as primeiras informações, há vários mortos e feridos na escola da UNWRA em Rafah após o bombardeio", escreveu Gunness no Twitter.

Esta é a terceira vez em 10 dias que as bombas atingem uma escola da ONU. Há quatro dias, um bombardeio do exército israelense contra um colégio na cidade de Jabaliya matou 16 pessoas, a maioria crianças, em um ataque condenado pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

A cidade de Rafah, próxima da fronteira com o Egito, é cenário de bombardeios desde sexta-feira, quando a morte de três soldados israelenses encerrou uma breve trégua que havia sido aceita tanto por Israel como pelo movimento islamita palestino Hamas.

Os ataques anteriores contra escolas das Nações Unidas provocaram uma onda de indignação internacional.

A ofensiva, destinada a impedir o lançamento de foguetes a partir de Gaza e destruir os túneis construídos por combatentes palestinos para possibilitar a entrada no território de Israel, também provocou a morte de 64 soldados israelenses.

 

*Com informações de Agência Brasil e AFP.

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