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Internacional

AFP

Agência France Press

Haiti

15.10.2011 10:06

ONU ordena retirada de 3.300 capacetes azuis do Haiti

A retirada dos 1.700 policiais e 1.600 soldados será realizada nos próximos 12 meses. Foto: Hector Retamal/ AFP

NOVA YORK, EUA (AFP) – O Conselho de Segurança da ONU ordenou nesta sexta-feira a retirada de 3.300 capacetes azuis da Missão de Estabilização no Haiti (Minustah) para que ela volte a ter níveis mais próximos dos que existiam antes do terremoto de janeiro de 2010.

Deste modo, permanecerão no país caribenho cerca de 10.500 efetivos (7.340 soldados e 3.241 policiais) contra os 9 mil que a força possuía antes do devastador terremoto de 12 de janeiro do ano passado.

A retirada de 1.700 policiais e 1.600 soldados, que será realizada nos próximos 12 meses, foi aprovada por unanimidade pelos 15 países membros do Conselho de Segurança.

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As Nações Unidas consideram que é possível reduzir os efetivos da Minustah graças à pacífica situação política em Porto Príncipe, com um novo presidente e um novo primeiro-ministro após vários meses de instabilidade.

Mobilizada desde junho de 2004 e comandada pelo Brasil, a missão da ONU conta com soldados provenientes de 18 países, principalmente latino-americanos.

O secretário-geral do organismo internacional, Ban Ki-moon, havia demonstrado no dia 19 de setembro durante um encontro com o presidente do Haiti, Michel Martelly, sua intenção de reduzir o contingente da Minustah aos níveis anteriores ao terremoto.

Acusada por vários epidemiologistas de ter levado ao Haiti o vírus da cólera, responsável por uma epidemia que deixou mais de 5.500 mortos no país, a missão está há algumas semanas no centro de um escândalo após a divulgação na internet de imagens nas quais capacetes azuis uruguaios supostamente estupraram um jovem haitiano de 18 anos.

O número de capacetes azuis mobilizados no mundo chega atualmente ao nível recorde de 120 mil.

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Sua opinião

  1. Sidnei disse:
    Antes do terremoto e bem antes médicos cubanos já trabalhavam no Haití e jovens haitianos faziam medicina em Cuba. A maior das Antilhas é o país que mais gasta na construção do sistema de saúde do Haití. Porém a imprensa e a democracia internacional dão relevo apenas aos capacetes azuis. Força aos haitiano! Força Toussaint!
  2. Linaldo Nunes disse:
    Já não era sem tempo. Não é desse tipo de apoio "humanitário" que o Haiti precisa. Esse país que antes mesmo de ser arrasado pelo terremoto já fora destruído pela ganância mercantilista de países como Espanha, França, Inglaterra entre outros, agora precisa de investimento pesado ($$$$$$$$$$) em infra estrutura. Basta ter vontade, afinal dinheiro tem, basta ver o que os 10 países mais ricos do mundo gastam anualmente com guerras, financiamentos de bancos etc. Quanto a paz,se não for feito nada pela educação, saúde, saneamento, geração de emprego, agricultura, essa paz só dura enquanto tiver a força das metralhadoras apontadas para a população. O mesmo vale para o tão comentado Complexo do Alemão no Rio de Janeiro.
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