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Síria

ONU diz que Síria não permitiu entrada de missão humanitária

por Agência Brasil publicado 10/05/2011 10h08, última modificação 10/05/2011 10h09
a agência da ONU para refugiados palestinos informou que não conseguiu entregar suprimentos médicos de emergência para os cerca de 30 mil refugiados na região de Deraa

A ONU (Organização das Nações Unidas) informou nesta terça-feira, 10, que está preocupada com a situação na cidade de Deraa, no Sul da Síria. Na região, há forças do governo acusadas de terem matado dezenas de pessoas. Para agravar a situação, a entidade diz que uma missão humanitária, aprovada pelo presidente sírio, Bashar Al Assad, não teve autorização de acesso à cidade.

Ao mesmo tempo, a agência da ONU para refugiados palestinos informou que não conseguiu entregar suprimentos médicos de emergência para os cerca de 30 mil refugiados na região de Deraa. A agência está preocupada principalmente com 120 pacientes que dependem da entrega de insulina.

Deraa está isolada há duas semanas, depois que tropas e tanques foram enviados à cidade para reinstaurar o controle do governo. Na semana passada, o governo sírio anunciou a retirada das tropas de Deraa, mas a cidade permanece cercada e operações militares ainda estão ocorrendo nos arredores.

"Estávamos esperando entrar com uma missão em Deraa ontem, mas houve um adiamento por parte do governo", disse Valerie Amos, chefe de Assuntos Humanitários das Nações Unidas. Ela afirmou que não foi dada explicação, mas que recebeu a garantia de que as equipes poderiam entrar na cidade ainda esta semana.

Embargo

Ontem (09/05), a União Europeia anunciou que vai impor embargo à venda de armas à Síria, em resposta à forte repressão governamental aos protestos no país. Um grupo de 13 autoridades sírias também será impedido de viajar ao bloco europeu e terá seus bens congelados no Continente.

O comunicado da UE informou que está vetado o envio de “armas e de equipamentos que possam ser usados na repressão interna” às manifestações populares na Síria. Recentemente, o governo dos Estados Unidos também havia imposto novas sanções contra o governo sírio, e o Conselho de Direitos Humanos da ONU pediu uma investigação sobre os abusos no país.

Grupos de direitos humanos estimam que entre 500 e 800 pessoas tenham morrido e milhares tenham ficado feridas nas recentes semanas de protesto na Síria. Ontem, o Exército da Síria cercou Muadhamiya, um subúrbio de Damasco, capital do país. Segundo testemunhas, foram ouvidos tiros na região e cortinas de fumaça preta podiam ser vistas sobre a área.

*Matéria publicada originalmente em Agência Brasil

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