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Óleo na fervura

por Redação Carta Capital — publicado 18/05/2012 17h16, última modificação 06/06/2015 18h58
A resposta do governo Rajoy à Argentina é pouco eficaz
repsol

Foto: Philippe Desmazes/AFP

Em retaliação à estatização da YPF sofrida pela espanhola Repsol, o governo da Espanha anunciou que suspenderá em seis meses as importações de biodiesel argentino, 720 mil toneladas que renderam 1,1 bilhão de dólares em 2011. Representam 36% das vendas totais de biodiesel argentino e 38% da pauta de exportação do país para a Espanha, mas o valor não é grande ante a indenização de 10,5 bilhões exigida pela Repsol. Cristina Kirchner não se impressionou: “Se a Espanha quer pagar mais caro pelo biocombustível que usa, essa é uma decisão soberana”.

A presidenta aumentará de 7% para 10% na mistura do biocombustível no diesel consumido no país. Isso compensa só em parte a perda de mercado pelos produtores argentinos, pois o país consome só 31% das 2,5 milhões de toneladas anuais que produz. Por outro lado, medidas protecionistas contra o biodiesel argentino vinham sendo pleiteadas desde 2009 pela indústria espanhola do setor, que operava com 86% de ociosidade. A Argentina aparentemente perderia esse mercado de qualquer maneira.

Por outro lado, a Espanha, ironicamente, reforça os argumentos da Argentina sobre as Ilhas Malvinas ao retomar a reivindicação de Gibraltar, reavivada pela visita do príncipe Edward. Em protesto, a família real espanhola cancelou sua participação no Jubileu da rainha Elizabeth II e a Guarda Costeira espanhola recebeu ordens de escoltar pescadores espanhóis nas águas do rochedo.

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