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Obama rejeita críticas sobre sua política externa em relação ao Irã

por AFP — publicado 19/01/2012 10h47, última modificação 06/06/2015 18h57
O presidente americano, Barack Obama, rejeitou nesta quarta-feira as críticas republicanas sobre sua política externa, particularmente, sobre a forma como geriu as ambições nucleares iranianas
Obama

Obama afirmou que os candidatos da primárias republicanas tratarão de ganhar apoio atacando sua política externa Foto: ©AFP / Jewel Samad

WASHINGTON (AFP) - O presidente americano, Barack Obama, rejeitou nesta quarta-feira as críticas republicanas sobre sua política externa, particularmente, sobre a forma como geriu as ambições nucleares iranianas, em trechos de uma entrevista publicada nesta quarta-feira.

"Deixei claro desde que comecei na presidência que tomaremos todos os passos disponíveis para impedir que o Irã obtenha armas nucleares", disse Obama à revista Time Magazine.

"Podemos garantir que o Irã tome o caminho mais inteligente? Não, por isso disse repetidamente que não eliminaremos nenhuma opção da mesa para evitar que consigam armas nucleares", disse.

Obama afirmou que os candidatos da primárias republicanas tratarão de ganhar apoio dos setores fiéis do partido e assegurar sua nomeação para brigar pela Casa Branca este ano atacando sua política externa.

"Quero deixar claro, que os cidadãos desta nação entendam, que não apenas (Obama) nos falhou em casa, mas também fracassou ao tratar com a maior ameaça que enfrentamos, que vem do Irã", declarou o favorito a ganhar a candidatura republicana, Mitt Romney.

As críticas se somam às lançadas nesta quarta-feira pela presidente do Comitê de Assuntos Externos da Câmara dos Representantes, a republicana Ileana Ros-Lethinen, que advertiu o governo de Obama que retomar as conversas com o Irã sobre seu programa nuclear seria "um estúpida perda de tempo".

"Não me oponho absolutamente, inequivocamente, muito clara e diretamente a qualquer tipo de conversa com o Irã", continuou em declarações à imprensa após uma reunião com o rei Abdullah da Jordânia, em visita a Washington.

E completou que o melhor seria acelerar a legislação para colocar em andamento sanções mais duras.

Sanções que, segundo afirmou o Departamento de Estado nesta quarta-feira, já estão dando seus frutos.

"Vemos que o Irã já está sentindo os efeitos negativos quanto às receitas que espera obter de exportações de petróleo, e continuaremos trabalhando nesse sentido", afirmou a porta-voz da diplomacia americana, Victoria Nuland.

Os países ocidentais temem que o programa nuclear iraniano oculte um componente militar, o que Teerã nega, e quer reforçar as sanções contra o país, sobretudo para suas exportações petroleiras. A União Europeia também prepara um plano de sanções

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