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Obama pediu em agosto relatório sobre possíveis revoltas no Egito

por Redação Carta Capital — publicado 17/02/2011 16h42, última modificação 17/02/2011 16h42
O presidente americano determinou que um grupo de estudos fizesse um levantamento de quais países no Oriente Médio e no Norte da África estariam suscetíveis a levantes populares

O presidente americano determinou que um grupo de estudos fizesse um levantamento de quais países no Oriente Médio e no Norte da África estariam suscetíveis a levantes populares

A eclosão de protestos no Oriente Médio e no Norte da África pode ter pego de surpresa uma boa parte do mundo, mas não foi exatamente uma novidade para o governo dos Estados Unidos.

Enquanto o ditador egípcio Hosni Mubarak - deposto na semana passada - ainda fazia planos para fazer de seu filho um sucessor, o presidente americano Barack Obama solicitava um relatório sobre possíveis levantes populares no mundo árabe e em outros países governados por autocratas.

A informação foi revelada nesta quinta-feira 17 pelo jornal americano The New York Times. Segundo a reportagem, o presidente solicitou a seus conselheiros um relatório secreto sobre movimentos de revolta no mundo árabe. Como resultado, ouviu que o Egito era o local mais provável de um levante popular contra o governo.

Obama também pediu "propostas para o governo incentivar a mudança política em países com governos ditatoriais aliados dos Estados Unidos".

Entrevistados pelo jornal, assessores que preferiram não se identificar afirmaram que o presidente ficou a favor dos manifestantes da praça Tahrir, no Cairo, apesar de não ter demonstrado claramente este apoio.

Segundo as fontes do Times, Obama acreditava ser melhor arriscar uma mudança, mesmo com as incertezas, do que aceitar os métodos brutais que o governo egípcio poderia usar para reprimir os protestos.

Além dos estudos sobre Oriente Médio e África, a reportagem afirma que Obama pediu relatórios sobre revoltas do passado na América Latina, Leste Europeu e Sudeste Asiático.

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