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Obama não descarta entregar armas à oposição na Líbia

por Opera Mundi — publicado 30/03/2011 12h24, última modificação 30/03/2011 12h24
"É justo dizer que se quisermos fazer chegar armas à Líbia poderemos fazê-lo", diz Obama.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou ontem (29/03) que não descarta a possibilidade de fornecer armas à oposição na Líbia. Ele optou, no entanto, por um tom de cautela no discurso, informando que os conflitos na região estão sendo avaliados.

"É justo dizer que se quisermos fazer chegar armas à Líbia poderemos fazê-lo. Não excluo isto, mas também não digo que faremos. Estamos avaliando diariamente o que as forças de Kadafi fazem. As operações militares da coalizão começaram há nove dias", disse o presidente norte-americano.

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, também disse na televisão ABC que Washington não descarta a possibilidade de armar os rebeldes, embora nenhuma decisão do tipo tenha sido tomada.

Obama disse, em entrevista à rede NBC, ter confiança em que Kadafi vai deixar o poder, graças à intensa e crescente pressão internacional. Segundo ele, a comunidade internacional agiu bem ao adotar a imposição de uma zona de exclusão aérea na Líbia.

“O que nos ensinaram as guerras que não foram impedidas é que vidas inocentes não puderam ser salvas e que basta que as pessoas e os países responsáveis fiquem à margem e não façam nada para que o mal triunfe”, afirmou Obama. “Hoje, na Líbia, mostramos o que é possível quando encontramos coragem, quando cumprimos as nossas obrigações, quando nos unimos”, acrescentou.

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Coalizão

Ontem, líderes políticos que compõem entidades como a ONU (Organização das Nações Unidas), a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e a Liga Árabe, além de representantes de 40 países, se reuniram extraordinariamente em Londres para discutir o agravamento da crise. Ao final, decidiram manter a pressão sobre Kadafi.

Desde o último dia 19, forças aliadas – lideradas pelos Estados Unidos, a França e o Reino Unido – atacam a Líbia sob o argumento de que protegem o país.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse que os ataques militares da coalizão na Líbia continuarão até que Kadafi cumpra por completo a exigência da ONU de cessar a violência contra os civis e retirar as forças das cidades ocupadas.

*Matéria publicada originalmente em Opera Mundi

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