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Obama 'é um fascista por necessidade', diz Fidel Castro

por AFP — publicado 08/02/2012 10h31, última modificação 08/02/2012 10h31
Em vídeo, líder cubano diz que Israel "faz o que tem vontade" porque conta com um arsenal nuclear
Fidel Castro

Dada a preferência dos Castro por operadores eficientes de sua confiança nas forças armadas, os militares provavelmente seriam a fonte de um futuro sucessor Foto: ©AFP / adalberto roque

HAVANA (AFP) - O líder cubano Fidel Castro afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, é um "fascista por necessidade", e disse que Israel "faz o que tem vontade" porque tem um arsenal nuclear, em um vídeo divulgado nesta terça-feira 7 pela televisão cubana.

O ex-presidente americano Franklin D. Roosevelt (1933-1945) "pelo menos era anti-hitlerista e essa gente é hitlerista, esses são fascistas, alguns por definição e outros por necessidade", disse Fidel sobre os líderes americanos, na apresentação de suas memórias "Fidel Castro. Guerrilheiro do Tempo".

"Obama, eu diria, é um fascista por necessidade, porque não posso pensar que ele acredite de verdade que o fascismo é bom", completou Fidel, 85 anos, que deixou o poder em 2006 por razões de saúde.

"Os outros são fascistas por definição. E alguns são é loucos", completou Fidel, em sua primeira aparição pública desde abril de 2011, quando deixou a chefia do gabinete do Partido Comunista (único), em seu VI Congresso.

O livro, fruto de conversas com a jornalista cubana Katiuska Blanco, foi apresentado na última sexta-feira em um salão do Palácio das Convenções de Havana pelo ministro da Cultura, Abel Prieto, e pelo presidente da União de Escritores e Artistas, Miguel Barnet.

Fidel Castro, que respondeu perguntas do público na apresentação do livro, também atacou Israel.

"Israel tem cerca de 300 projéteis nucleares, dos mais modernos, que podem ser colocados em qualquer lugar do mundo e, além disso, (Israel) faz o que tem vontade", disse.

Obama "é prisioneiro disso. São pessoas meio transtornadas, alguns dos que estão ali. Podem desatar uma guerra tranquilamente", completou.

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