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Desastre

Obama discursa e EUA retiram cidadãos do Japão

por Redação Carta Capital — publicado 17/03/2011 16h49, última modificação 17/03/2011 16h49
O presidente lamentou a tragédia nuclear na usina de Fukushima; vídeo com orientações de capitão em base militar vaza e revela que familiares de soldados serão levados para a Coreia do Sul

O presidente dos EUA, Barack Obama, fez um pronunciamento na tarde desta quinta-feira 17 sobre o desastre natural e nuclear do Japão. O número de mortos oficial já chegou a 5.600 e os problemas na usina atômica de Fukushima só aumentaram nos últimos dias. Os níveis de radiação na região já fizeram o governo japonês aumentar o raio de evacuação para 80km ao redor da usina.

Obama declarou o Japão é "um aliado forte" e que os EUA farão tudo o que estiver ao alcance para ajudar o país a se reerguer. O presidente lamentou o grande desastre natural e nuclear do país, e também disse que todos os esforços serão feitos para garantir a segurança dos cidadãos americanos que estão em território japonês.

O presidente louvou os esforços dos trabalhadores da usina de Fukushima e dos órgãos de segurança japoneses, que ficaram para trás na tentativa de minimizar os efeitos dos problemas nos geradores. Obama lembrou que eles estão arriscando suas vidas pela segurança de milhões no Japão e em todo o mundo.

Os Estados Unidos já começaram a retirar seus cidadãos do Japão. Voos da Força Aérea já foram confirmados para auxiliar os que não conseguirem comprar assentos nas companhias regulares. No aeroporto de Chicago, americanos que vinham de Tóquio fizeram disparar os sensores de radiação, sinal da contaminação na capital japonesa. As autoridades, no entanto, asseguram que os níveis ainda não são preocupantes na maior cidade do país.

Um vídeo gravado na base militar americana na cidade japonesa de Atsugi vazou e foi parar no Youtube. Nas imagens, o comandante da base, capitão Eric Gardner, orientava seus fuzileiros navais em relação à evacuação das famílias, os pertences que deveriam levar e as providências de embarque. Em certo ponto do vídeo, Gardner diz que "é como aquele plano de trazer os americanos da Coreia do Sul para cá, só que vamos fazer o contrário". Algumas horas após ter vazado, o vídeo foi retirado do ar.