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Afeganistão

Obama 'confia' na saída das tropas americanas até 2014

por AFP — publicado 01/03/2012 11h56, última modificação 06/06/2015 18h58
Em momento de crescimento da violência na região, causado pela queima de exemplares do Alcorão em uma base militar americana, Obama disse acreditar que os Estados Unidos possam sair até 2014
Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Foto: ©AFP/Getty Images / Chip Somodevilla

WASHINGTON (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quarta-feira 29 que "confia" em uma retirada das tropas americanas do Afeganistão até o final de 2014, apesar do recrudescimento da violência na região.

"Tenho confiança de que seguiremos por um caminho que no final de 2014 trará nossas tropas de volta (...) e que os afegãos terão a capacidade, do mesmo modo que os iraquianos, de dar segurança ao seu próprio país", disse Obama à rede de televisão ABC News.

As tropas americanas já estão no Afeganistão desde 2001 e a situação do país pouco mudou desde então. Além de dispendiosa aos cofres públicos, as tropas americanas e da OTAN não conseguiram desmantelar o grupo terrorista Taleban, muito presente no país.

No mesmo dia do pronunciamento do presidente americano, a força da Aliança Atlântica no país (Isaf) anuciou que mais dois soldados da Otan morreram em um ataque executado por um militar e um civil afegãos no sul do Afeganistão.

Já chega a seis o número de militares estrangeiros mortos, incluindo quatro americanos, em ataques armados de oficiais afegãos desde a queima de exemplares do Alcorão em uma base militar, na semana passada.

Após a queima de exemplares do livro sagrado mulçumano, Obama foi a público pedir desculpas ao povo afegão, o que rendeu críticas de seus opositores republicanos.

"A razão foi a mesma que levou o comandante na região, general (John) Allen, a se desculpar: salvar vidas e garantir que nossas tropas que estão lá não corram mais riscos". "Isto acalmou as coisas. Nós ainda não saímos de lá", defendeu-se Obama.

O incidente com o Alcorão provocou uma onda de protestos e violência que deixou cerca de 40 mortos.

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