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Violência

Obama apoia lei para proibir armas de assalto

por Redação Carta Capital — publicado 19/12/2012 10h19, última modificação 19/12/2012 10h21
Pela primeira vez desde o atentado em Newtown, o presidente manifesta apoio a iniciativas para dificultar a venda de armas nos Estados Unidos.
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Obama fala durante cerimônia em homenagem às vítimas, no domingo 16. Foto: Mandel Ngan / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta terça-feira 18 seu apoio a medidas de controle de vendas de armas no país, incluindo um projeto de lei destinado a banir a venda, transferência, fabricação ou importação de uma centena de modelos de armas de assalto.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse que o presidente apoiará o projeto de lei nesse sentido, a ser apresentado pela senadora democrata Dianne Feinstein.

Carney acrescentou ainda que o presidente apoia tentativas de impedir que pessoas sem licença para vender armas o façam, de forma privada, nos chamados gun shows, uma espécie de feira e exposição de armas muito comum nos EUA.

Feinstein declarou à emissora CNN que pretende levar a proposta adiante. "Ela será rígida e definitiva. E vai banir nominalmente ao menos 100 armas de assalto semiautomáticas do tipo militar", afirmou.

Essa é a primeira vez desde o atentado em Newtown (Connecticut) que Obama se manifesta a favor de uma lei para dificultar a venda e a posse de armas. O presidente é tido como um defensor de leis mais rígidas, mas não havia se empenhado, até agora, por uma reforma da legislação.

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Obama havia prometido abordar em breve a questão da violência relacionada com o uso de armas, na sequência do massacre numa escola primária em Newtown na sexta-feira 14, que causou a morte de 27 pessoas, incluindo 20 crianças.

O assassino, identificado como Adam Lanza, de 20 anos, usou um fuzil de assalto Bushmaster, versão semiautomática do AR-15, para cometer o massacre, que provocou uma avalanche de pedidos para controlar de forma mais restrita a posse de armas.
Uma proibição anterior das armas de assalto expirou em 2004 e, desde então, muitos cidadãos adquiriram versões semiautomáticas de fuzis de assalto como o Kalashnikov ou o AR-15.

De acordo com uma pesquisa difundida pela emissora CBS esta terça-feira, 57% dos americanos são favoráveis a uma lei mais rigorosa sobre compra de armas. De qualquer forma, a metade pensa que uma legislação mais estrita não teria impedido o massacre em Sandy Hook.

Com informações da AFP e da Deutsche Welle