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Internacional

"Guerra ao Terror"

Obama afirma que Bin Laden recebeu ajuda de rede de apoio no Paquistão

por Redação Carta Capital — publicado 09/05/2011 09h32, última modificação 06/06/2015 18h16
"Não sabemos se podem ter sido algumas pessoas dentro ou fora do governo. Isso é algo que temos de investigar", disse o presidente dos EUA, em entrevista à rede CBS

Por Redação de CartaCapital*

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que Osama Bin Laden, morto há uma semana durante uma operação da agência de inteligência (CIA) e das Forças Armadas norte-americanas, contou necessariamente com "alguma rede de apoio no Paquistão", mas disse desconhecer quem teria fornecido essa ajuda.

"Não sabemos se podem ter sido algumas pessoas dentro ou fora do governo. Isso é algo que temos de investigar e, mais especialmente, que o governo paquistanês deve investigar", afirmou Obama em entrevista ao programa "60 Minutes", da emissora CBS. Transmitido no último domingo, o presidente norte-americano falou pela primeira vez sobre a possível relação do líder da Al Qaeda com integrantes do governo ou das Forças Armadas paquistanesas. Bin Laden foi encontrado em uma mansão em Abbottad, próximo da maior academia militar do Paquistão e a cerca de 100 quilômetros da capital, Islamabad.

"Já o comunicamos (ao governo paquistanês) e eles nos disseram que têm profundo interesse em conhecer que tipo de rede de apoio Bin Laden pôde ter tido", destacou Obama.

O governo do Paquistão nega ter oferecido proteção e abrigo ao líder da rede Al Qaeda. “Essas especulações infundadas. Podem produzir notícias emocionantes, mas não refletem a realidade”, afirmou o presidente paquistanês Asif Ali Zardari dois dias após a execução de Bin Laden por forças americanas. A declaração era uma resposta às insinuações feitas por John Brennan, o principal assessor da Casa Branca para assuntos de segurança nacional de contraterrorismo, que afirmou ser “inconcebível que Bin Laden não tivesse um sistema de apoio no país que permitisse a ele ficar lá por um longo tempo”.

O ministro das relações exteriores do Paquistão, Salman Bashir, também já havia protestado contra as declarações de funcionários do governo americano, que afirmaram desconfiar da ajuda do governo do Paquistão a Bin Laden e, em função disso, não comunicaram as autoridades do país sobre a operação com antecedência. Em entrevista à rede BBC, Bashir disse que esta visão é “desconcertante” e que seu país teve um “papel fundamental” na luta contra o terrorismo e cooperou amplamente com os EUA.

Em entrevista à revista Time, o diretor da CIA, Leon Panetta, havia dito que os Estados Unidos temiam que o Paquistão colocasse em risco a operação que levou à morte de Osama Bin Laden ao vazar informações para a rede extremista Al Qaeda.”Foi decidido que qualquer esforço para trabalhar com os paquistaneses poderia colocar em risco a missão. Eles poderiam alertar os alvos”, afirmou na ocasião.

* Com informações de agências de notícias e do Opera Mundi.

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