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Atirador norueguês diz a polícia que agiu sozinho

por Redação Carta Capital — publicado 24/07/2011 09h25, última modificação 25/07/2011 10h23
Autoridades chegaram a prender seis suspeitos de ajudar o atirador na obtenção dos explosivos, mas todos foram liberados pouco depois
Atirador norueguês diz a polícia que agiu sozinho

Autoridades chegaram a prender seis suspeitos de ajudar o atirador na obtenção dos explosivos, mas todos foram liberados pouco depois. Foto: Thomas Winje/AFP

*Atualizado às 18:00 de domingo

O autor dos disparos na ilha de Utoya e responsável pela explosão no centro de Oslo que deixaram ao menos 93 mortos admitiu a polícia ter agido sozinho. Entretanto, ele negou qualquer responsabilidade criminal por seus atos. Na manhã desde domingo 24, seis pessoas foram presas suspeitas de ajudar Anders Behring Breivik na obtenção de explosivos, mas todos foram liberados pouco depois.

Os últimos dados apontam para um total de 93 mortos, sendo 85 vítimas do massacre na ilha de Utoya. O principal suspeito, Anders Behring Breivik, 32 anos, autor dos disparos contra jovens em um acampamento do Partido Trabalhista, confessou às autoridades ter atuado sozinho tanto nas explosões na capital quanto na ilha. Entretanto, a polícia quer investigar se os seis detidos ajudaram Breivik a ter acesso aos explosivos.

Ultra-direita
Surgiram indícios de que o suspeito, Anders Behring Breivik, é defensor de ideais radicais e da ultra-direita europeia. Um canal de tevê norueguês afirmou ter recebido confirmação da polícia de que Breivik é o autor de um manifesto de 1,5 mil páginas intitulado 2082, que prega uma independência europeia. O mesmo veículo afirmou também que o suspeito publicou no YouTube um vídeo em que denuncia a invasão da Europa por muçulmanos.

Entenda o caso
Uma forte explosão danificou prédios do governo norueguês no centro de Oslo, capital do país, nesta sexta-feira 22. O escritório do primeiro-ministro, Jens Stoltenberg, foi um dos alvos, mas ele saiu ileso. Poucas horas depois da explosão na região central da capital, onde ficam vários prédios estatais, inclusive o do ministério do Petróleo que entrou em chamas, um homem supostamente vestido de policial abriu fogo contra jovens em um acampamento do Partido Trabalhista, na ilha de Utoya, a 40 quilômetros de Oslo. Essa foi a pior ação terrorista na Noruega desde a 2ª Guerra Mundial.

O saldo até agora das ações é de 93 mortos, de acordo com o site da BBC.

O norueguês Anders Behring Breivik, 32 anos, é apontado como autor dos tiros que mataram pelo menos 84 jovens na Ilha de Utoeya. Ele também é suspeito de envolvimento no atentado a bomba que matou sete pessoas na capital, Oslo, pouco antes.

Segundo relatos, Breivik chegou à ilha, perto de Oslo, vestido de policial. Em seguida, disparou contra jovens que participavam de um acampamento do Partido Trabalhista (do governo). Havia cerca de 600 pessoas no encontro.

No centro de Oslo, cidade com cerca de 500 mil habitantes, as ruas foram isoladas e as forças de segurança pediram a evacuação da área.

A polícia pediu para que as pessoas evitem sair de casa devido à situação conturbada no país.

As causas da explosão ainda são desconhecidas.

A explosão ocorre após a Noruega desmantelar um plano terrorista em seu território ligado a Al Qaeda, com a prisão de dois suspeitos que aguardam presos as acusações.

Na última semana, um promotor norueguês prestou queixas de terrorismo contra um clérico iraquiano que ameaçou matar policiais do país caso fosse deportado. A acusação formal centrada em depoimentos de Mullah Krekar – o fundador do grupo curdo islâmico Ansar al-Islam – acabou em diversas manchetes na imprensa local e mundial.

Emma Christiansen, 16 anos, que participava do acampamento, disse à BBC ter visto o homem vestido de policial sendo abordado por um jovem e atirando contra ele. "Então, corri para dentro de casa. Foi assustador."

O ministro da Justiça do país, Knut Storberget, e o premiê norueguês Jens Stoltenberg disseram que é cedo para especular os motivos da tragédia. Eles ainda não sabem se o atirador agiu sozinho. "Não sabemos quem nos atacou", assinalou o premiê.

As autoridades não confirmaram se estão procurando por mais suspeitos, mas disseram que não tiveram conhecimento de nenhuma ameaça prévia relacionada aos atentados.

"A Noruega se unirá neste momento de crise. Nossa resposta à violência será mais democracia", acrescentou Stoltenberg.

Já o ministro da Justiça disse que a polícia está usando “todos os recursos disponíveis” para lidar com a crise e investigar os responsáveis.

Ele pediu que a população fique longe do centro de Oslo por enquanto e que evite o uso de celulares para não sobrecarregar a rede de telefonia do país.

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