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O príncipe da morte

por Wálter Maierovitch publicado 06/05/2011 14h41, última modificação 09/05/2011 17h21
Bombas, terror e fanatismo islâmico. Esse é o mundo de Bin Laden. Na edição de 1º de agosto de 2001, CartaCapital antecipava as ameaças que rondavam os EUA

Na edição 152 de CartaCapital, Wálter Maierovitch escreveu um especial sobre a rede terrorista Al Qaeda. No mês seguinte, ocorreram os ataques de 11 de setembro, fato que fez de Osama Bin Laden o terrorista mais conhecido do planeta. Abaixo, republicamos o texto.

As poucas fotos dele que circulam mostram um homem barbudo, de meia-idade, envolto num turbante claro, à moda beduína. Um rosto comum, para um nome que consegue tirar o sono dos serviços de inteligência dos quatro cantos do planeta. Osama Bin Laden é o terrorista mais temido do mundo. Seu apelido: o príncipe da morte.

Bin Laden, de 49 anos e natural de Riad, na Arábia Saudita, acredita ser um califa, ou seja, o sucessor de Maomé. E, por isso, ungido para guiar os muçulmanos numa jihad, numa guerra santa. No caso, uma particular jihad, conduzida a partir do quartel-general que mantém no Afeganistão, protegido pelas milícias do Talibã. De lá, chegou a sentenciar à morte os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia, George W. Bush e Vladimir Putin. Se conseguir, ele acredita que, ao morrer, poderia ser entronizado entre as famosas Tumbas dos Califas, no Egito.

Há alguns meses, a CIA recebeu a informação de que Bin Laden tentaria concretizar sua ameaça durante o encontro dos líderes dos sete países mais ricos do mundo, mais a Rússia (G-8), que se realizou em Gênova, na Itália, entre 20 e 22 de julho último. As medidas de segurança foram reforçadas ao máximo – embora, de fato, os chefes de Estado reunidos na cidade italiana parecessem temer mais os pacíficos protestos dos grupos antiglobalização do que possíveis atentados da Al Qaeda, como é conhecida a organização de Bin Laden.

Bush e Putin, pelo menos dessa vez, voltaram tranqüilos para seus países. O alarme da CIA, no entanto, tinha razão de ser: até agora, os atentados da Al Qaeda sempre deram certo. Os seus integrantes, chamados de Bayat, num único dia, em 7 de agosto de 1998, conseguiram dinamitar as embaixadas americanas em Nairóbi, no Quênia, e em Dar Es-Salaam, na Tanzânia. Em Nairóbi, as explosões mataram 247 pessoas, em Dar Es-Salaam fizeram 10 vítimas.

Após os atentados, a organização afirmou, em dois diferentes comunicados enviados à Radio France International, sua “determinação de expulsar as forças norte-americanas dos países muçulmanos e derrotar os interesses norte-americanos” no Oriente Médio, até conseguir forçar a “evacuação das forças norte-americanas e ocidentais dos países muçulmanos em geral e da Arábia Saudita em particular”.

A última ação terrorista de vulto da Al Qaeda ocorreu em outubro de 2000, no Porto de Áden, no Iêmen, contra um navio militar norte-americano, atacado com explosivos. O destróier USS Cole quase afundou. Morreram 17 tripulantes e outros 43 ficaram feridos com gravidade.

Depois desse atentado, Bin Laden enviou mensagens aos seus homens, pedindo para que não se inquietassem com eventuais mortes de pessoas inocentes: não há razão para ter remorsos, explicou, uma vez que os homens bons acabam tendo antecipada a chegada gloriosa ao céu, enquanto os maus e os covardes teriam seus castigos antecipados. Numa jihad, tudo é permitido. Como admitiu o diretor da CIA, George J. Tenet, em recente depoimento ao Congresso norte-americano, “a questão não é se você será atingido por terroristas, a questão é quando”.

CAIXA DE PANDORA
Os Estados Unidos são o grande Satã, o inimigo principal. Mas todos os adversários do Islã são adversários da Al Qaeda – e Putin entrou na lista pelos massacres de rebeldes muçulmanos durante a guerra civil na Chechênia. Os russos, no entanto, são inimigos antigos de Osama Bin Laden, do tempo em que ele e a CIA eram aliados em outra jihad – a guerra santa do anticomunismo global.

Após a chegada das tropas da então União Soviética no Afeganistão, no começo da década de 80, o riquíssimo Bin Laden decidiu abandonar o conforto e o luxo propiciados pela proximidade de seus pais com a família real saudita, e se transferiu para lá, proclamando-se um “soldado islâmico”, empenhado na luta contra os invasores. A CIA foi pródiga com o amigo Bin Laden, forneceu-lhe dinheiro, treinamento para seus homens, armamentos de última geração, incluindo os potentes mísseis antiaéreos Stinger.

Quando, no início de 1989, o exército russo deixou o Afeganistão, Bin Laden investiu na constituição da organização terrorista que batizou de Al Qaeda – A Base, em árabe.

Com sua ajuda financeira, os talibãs ocuparam o espaço deixado pelos russos e, hoje, controlam 90% do território do Afeganistão. O país mergulhou num pesadelo da Idade Média, e Bin Laden entrou na lista dos terroristas mais procurados em todo o mundo.

É a mesma lógica pela qual os EUA apoiaram por anos o governo do general Noriega, no Panamá, até descobrirem suas conexões com o narcotráfico, que foram a desculpa oficial pela invasão do país centro-americano, em 1989. Dez anos mais tarde, a história se repetiu em Kosovo, onde os Estados Unidos treinaram e armaram as milícias dos guerrilheiros albaneses, conhecidos como UCK, que agora controlam boa parte do tráfico de drogas, armas e seres humanos nos Bálcãs.

Uma vez aberta, a Caixa de Pandora não pôde mais ser fechada. Hoje, a Al Qaeda é uma estrutura mortalmente bem organizada. Possui um conselho, chamado de Shura, e três seções diferentes, destinadas, respectivamente, à propaganda, à logística militar e à movimentação de relevantes recursos financeiros. Seus campos de adestramento permanente estão localizados no Afeganistão, no Sudão e no Paquistão.

No mês de julho, a Al Qaeda sofreu alguns duros revezes. O primeiro ocorreu na Espanha, e derivou da prisão do argelino Mohamed Bensakhira, lugar-tenente do próprio Bin Laden.

GOLPE DURO
O segundo golpe foi a condenação de quatro membros da Al Qaeda, processados nos EUA por sua participação nos ataques contra as embaixadas. O terceiro foi o surpreendente reaparecimento do sudanês Jamal Ahmed Al Fadl, que se imaginava tivesse sido morto em 1996. Vivo e vegeto, Al Fadl testemunhou diante da Justiça norte-americana, responsabilizando seu antigo chefe Bin Laden pelos atentados.

É difícil calcular o número de membros da organização. As estimativas dos serviços de espionagem ocidentais só ajudam a confundir, mas, provavelmente, não erram aqueles que calculam que a Al Qaeda conte com 5 mil soldados e perto de 20 mil colaboradores. Estes, literalmente espalhados mundo afora: na Líbia, na Tunísia, no Iêmen, no Sudão, na Tanzânia, no Quênia, na China, na Índia, no Paquistão, na Europa e nos Estados Unidos. E, ao que tudo indica, na América Latina.

CONEXÃO LATINA
Já há alguns anos, a CIA vem alertando sobre a provável presença de extremistas islâmicos, alguns possivelmente ligados à organização de Bin Laden, na região de Foz do Iguaçu, na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. De lá, suspeita-se, podem ter saído os comandos que, em 1992 e 1994, explodiram a embaixada de Israel e a sede da organização judaica Amia em Buenos Aires.

Na segunda metade da década de 90, os órgãos de inteligência brasileiros e argentinos começaram a suspeitar da existência de campos para treinamento de terroristas, disfarçados em locais destinados ao recolhimento espiritual de membros de comunidades libanesas e até cristãos maronitas. Segundo um relatório oficial, de 1999, do Departamento de Estado norte-americano, “a tríplice fronteira continua o ponto focal do extremismo islâmico na América Latina”.

Há algum tempo circula também a informação de que Bin Laden pretende montar uma base disfarçada no Paraguai. Difícil saber quanto há de verdadeiro nisso. Certo é que, em abril passado, o Departamento de Estado mandou fechar por três dias suas embaixadas no Equador, no Uruguai e no Paraguai, pelo temor de atentados organizados pela Al Qaeda. Segundo informações – não confirmadas oficialmente – dos serviços de inteligência da Argentina, moradores de origem islâmica da área da tríplice fronteira estariam hospedando em suas casas integrantes da organização, fornecendo-lhes informações e mapas dos possíveis alvos.

Mais do que qualquer outro país da região, o Paraguai se transformou, faz tempo, em um verdadeiro porto seguro para todo tipo de organização criminosa. É lá, por exemplo, que a máfia russa e as Tríades chinesas montaram suas filiais.

A Colômbia foi a primeira a preocupar-se. Em abril de 1999, o governo colombiano encaminhou uma proposta aos Estados Unidos para estabelecer uma aliança estratégica com o objetivo de afastar a presença da máfia russa, já aliada aos cartéis colombianos e mexicanos de narcotraficantes – e com forte presença no Paraguai.

Os integrantes da máfia russa são conhecidos por red fellas (companheiros vermelhos, em inglês). São mais de 200 mil membros, e nem todos russos, pois a organização é integrada por naturais da Lituânia, da Cazaquistão, da Geórgia, da Chechênia e de outras regiões que integravam a antiga União Soviética. Não poucos ex-agentes da KGB fazem parte da organização.

Com os imensos depósitos do velho exército vermelho praticamente transformados em supermercados, o tráfico de armas se tornou uma das mais lucrativas atividades da máfia russa. A rota principal para a América Latina parte de São Petersburgo, com destino a Kotta, na Finlândia. Lá, os carregamentos são reforçados com armas de fabricação finlandesa. Por navio, a carga passa pelo Porto de Gottemburgo, na Suécia, até ser descarregada no Porto de Buenaventura, na Colômbia. Naquele momento, a rota se divide. Em pequenos aviões, parte das armas chega ao Paraguai e à Bolívia. Outra parte aterrissa nas pistas clandestinas localizadas na Amazônia brasileira e no Mato Grosso. As armas deixadas no Paraguai também podem acabar sendo vendidas no Brasil, e o mesmo acontece com os carregamentos destinados à Bolívia, que ingressam no território brasileiro por Santa Cruz de La Sierra e Puerto Suarez. São esses os caminhos seguidos por boa parte das mortíferas metralhadoras AK-47 que hoje armam as quadrilhas de assaltantes e traficantes nas cidades brasileiras.

O Paraguai é também a base das Tríades chinesas em suas atividades criminosas na América do Sul, que vão das fraudes com cartões de crédito ao tráfico de drogas sintéticas, passando pela exploração
de mão-de-obra escrava e lavagem de dinheiro. No Paraguai, vivem mais de 20 mil chineses, e dentre eles encontram-se membros de bandos integrantes das diferentes Tríades: as de Taiwan (Bai Kong Fa e Liau Chi Gau), e as de Hong Kong (Pak Lung Fung e Tai Chen Sanig).

TROCA DE GUARDA
Russos e chineses expandiram suas atividades aproveitando-se do recuo estratégico de Fahd Jamil Georges, um brasileiro de 59 anos, que, nas décadas de 70 e 80, ficou conhecido como um dos donos do Paraguai.

Ele já foi apontado como grande contrabandista, traficante e líder do Cartel de Pedro Juan Caballero. Consta que manteve fortes vínculos com o governo brasileiro ao tempo da ditadura militar. Ao ponto que, num coquetel em Brasília, em ocasião da posse do general João Baptista Figuereido no Planalto, as bebidas foram gentilmente oferecidas por Fahd, que despachou caixas e caixas do Paraguai.

Certa vez, Fahd chegou a ficar 6 dias preso, mas recebeu um providencial desagravo do coronel Moacir Coelhos, diretor da Polícia Federal brasileira por 11 longos anos, de 1974 a 1985.

O jornalista Percival de Souza, autor de Autópsia do Medo, acurada biografia do delegado Sérgio Fleury, um dos mais sinistros símbolos dos anos de chumbo no Brasil, relatou a CartaCapital um episódio revelador. Quando, na década de 70, foi morto Ludinho Coelho, filho de um deputado muito conhecido à época, Fleury, encarregado das investigações, suspeitou que o assassino, um matador de aluguel, tivesse se escondido no Paraguai, e procurou Fahd para lhe pedir ajuda.

O traficante recebeu o delegado num jantar e aceitou colaborar; pediu prazo até o dia seguinte e perguntou a Fleury se o pistoleiro deveria ser entregue “deitado ou em pé”. Horas mais tarde, ligou para o policial, informando que, infelizmente, a pessoa que procurava não estava no Paraguai.

Em março de 1999, o vice-presidente do Paraguai, Luis Maria Argaña, foi morto a tiros em pleno centro de Assunção, numa disputa de poder interna ao Partido Colorado. Um dos suspeitos pela execução do crime foi um pistoleiro que os investigadores locais achavam ser ligado a Fahd. Em seguida, quando o presidente Raul Cubas Grau deixou às pressas o país e o general Lino Oviedo – suspeito de ser o mandante do assassinato – se escondeu na Argentina, Fahd também deixou a cena, e espalhou-se a notícia de que estaria passando por dificuldades financeiras. Difícil saber se é apenas uma cortina de fumaça; se for verdade, Fahd poderia ser ajudado pelo irmão Gandi, um ex-deputado estadual, proprietário do Hotel Cassino Amambay, em Pedro Juan Caballero, e de diversos imóveis em Campo Grande.

O que é certo é que, com o recuo de Fahd Jamil Georges, diferentes organizações criminosas brasileiras começaram a trocar insumos químicos (posteriormente vendidos para laboratórios clandestinos de refino de coca) por maconha paraguaia, armas, bebidas e cigarros. Os acertos são realizados com organizações criminosas paraguaias, que continuam conhecidas pelos nomes dos seus fundadores: Luiz Gonzáles (conhecido com o apelido de Gringo), Oscar Morel Quiñones (que está disputando espaço com a quadrilha de Fernandinho Beira-Mar) e Marcelino Colmán.

MERCADOR DE MORTE
Todos eles, no entanto, não passam de batedores de carteiras diante de Sarkis Soghanalian. Aos 69 anos, nascido na Turquia e de pais armênios, 120 quilos de peso em apenas 1,60 metro de altura, Soghanalian é considerado o maior vendedor de armas do mundo. Seu braço direito é o filho, Garabet. No rol dos seus principais clientes destacam-se a Jordânia e o Iraque, mas também o Peru do ex-presidente Alberto Fujimori.

Mais de uma vez foi a própria CIA que intermediou a venda de grandes lotes de armas de guerra efetuada por Sarkis. Aconteceu, por exemplo, na década de 80, quando o Iraque de Saddam Hussein – à época, fiel aliado dos EUA – entrou em guerra com o Irã. Poucos anos depois, ao invadir o Kuwait, Saddam passou de aliado a vilão, e a CIA rompeu, temporariamente, seus laços com Sarkis. Durante a Guerra do Golfo, em 1991, para surpresa da CIA, o exército iraquiano exibiu 50 novos helicópteros da marca Bell, norte-americana, e vários armamentos franceses. Tudo vendido por Sarkis, que, inclusive, cuidou das adaptações militares realizadas nos helicópteros da Bell.

Atraído para os EUA, Sarkis foi preso em 1992 e condenado a seis anos e seis meses de reclusão. Sem perder o humor ou elevar a voz, ele convocou no presídio os seus contatos da CIA. Para abreviar a conversa, comunicou que, caso fosse solto, poderia resolver em poucas horas aquele que era, à época, um dos maiores problemas da CIA: descobrir onde estava sendo produzida a enxurrada de dólares falsificados de forma perfeita que estava invadindo o mercado internacional.

A barganha resultou na soltura de Sarkis, que ficou preso pouco mais de dois meses. Conforme o combinado, ele conduziu os agentes da CIA ao Líbano, onde eram falsificadas as cédulas. Sarkis explicou que o maquinário apreendido era o mesmo vendido pelo americanos, muitos anos antes, para o falecido Reza Pahlevi, o destituído xá do Irã. Enfim, estava explicada a alta qualidade das cédulas falsas.

REPRESÁLIA
Livre e solto, Sarkis retomou o comando dos negócios, que estavam sendo conduzidos pelo filho. Ganhou como inimigo Saddam Hussein, inconformado por ter sido abandonado e pela barganha que havia sido feita com a CIA.

No dia 26 de dezembro de 2000, Sarkis voltou a ser preso pelos americanos. Está no Metropolitan Detention Center, que é um presídio federal localizado em Los Angeles. Está sendo acusado de fraude bancária, da ordem de US$ 3 milhões. Para ele, não passam de uns trocados; sabe-se que, em breve, Sarkis poderá ser colocado em liberdade.

Talvez a segunda prisão seja obra da CIA, como resposta à última operação de Sarkis no Peru. Em dezembro de 1999, o mercador de armas hospedou-se durante uma semana no Hotel Sheraton, o melhor de Lima, onde acertou os detalhes para a venda de 50 mil metralhadoras AK-47, provenientes do exército da Jordânia – país com o qual Sarkis mantém relações para lá de estreitas. Os verdadeiros compradores, atrás da fachada das forças armadas peruanas: o ainda presidente Fujimori e o então chefe de seu serviço de inteligência, Vladimiro Montesinos.

Somente 9.700 metralhadoras acabaram sendo entregues em Lima, em cinco vôos de carga – e foram imediatamente revendidas aos guerrilheiros colombianos das Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (Farc). Por esse mesmo canal, as Farc tentaram também comprar, sem sucesso, misséis terra-ar SA-7, de fabricação russa. Se tivessem conseguido, o equilibrio militar na Colômbia teria se modificado, de repente – a favor da guerrilha.

Semanas depois dessa operação, Montesinos e Fujimori tiveram de abandonar às pressas o país, fugindo de uma longa série de acusações por corrupção e violações dos direitos humanos.

Após meses de fuga, Montesinos acabou sendo capturado na Venezuela e mandado de volta ao Peru, onde está detido na prisão de segurança máxima de Callao: a mesma onde está cumprindo pena perpétua Abimael Guzmán, líder do Sendero Luminoso. Mais precavido, Fujimori, aproveitando de sua dupla cidadania, está em exílio dourado no Japão.

Ambos tinham sido fiéis aliados dos Estados Unidos – Montesinos, aliás, antes de fazer dinheiro como advogado de narcotraficantes, fora expulso do exército peruano, em1977, por ter sido informante da CIA. Por dez anos, durante toda a década de 90, os EUA apoiaram de todas as formas o governo peruano, em nome da luta contra o Sendero Luminoso e, em seguida, das tais imprescindíveis “reformas” na economia do país. A Caixa de Pandora, mais uma vez.

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