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Internacional

Tráfico de armas

O mercado negro está aberto

por Redação Carta Capital — publicado 02/09/2011 14h58, última modificação 02/09/2011 16h06
Em meio ao caos da guerra civil entre rebeldes e tropas pró-Kaddafi, armas do ditador e do Ocidente estão sendo contrabandeadas

A guerra civil na Líbia esquentou as negociatas no mercado negro de armas do Oriente Médio. Devido ao caos no qual o país africano está mergulhado, as nações ocidentais que apoiaram os rebeldes na incursão contra Muammar Kaddafi, entre eles EUA, França e Reino Unido, além das tropas da Otan, acreditam que o estoque de armas do ditador esteja sendo contrabandeado.

Esses países agora pressionam as forças do Conselho Nacional de Transição para garantir a segurança das armas, que incluem milhares de mísseis portáveis e antitanques e outras armas. Segundo o diário britânico The Guardian,  entre 2007 e 2008 a Ucrânia forneceu mais de 100 mil rifles à Líbia e, somente em 2011, o governo britânico autorizou a venda de 200 milhões de libras esterlinas (cerca de 530 milhões de reais) em armas e munições ao país.

O diário ainda aponta que mercenários africanos contratados por Kaddafi estão retornando carregados com armas e oficiais americanos relataram que alguns mísseis russos alcançaram o mercado negro em Mali.

O ministro do Exterior da Argélia, Mourad Medelci, declarou nesta semana que o governo do país está certo de que o braço direito da Al-Qaeda na região obteve armas líbias no mercado negro.

O Conselho Nacional de Segurança britânico alertou os rebeldes líbios sobre o problema em março e agora soldados americanos tentam localizar o destino das armas, que também estariam sendo comercializadas por rebeldes anti-Kaddafi, apoiados pelo Ocidente.

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