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O Império, versão 2.0

por Antonio Luiz M. C. Costa publicado 24/11/2010 08h00, última modificação 26/11/2010 15h57
Obama quer a Europa como sócia da hegemonia mundial. Falta combinar com os russos. E não só
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O novo conceito estratégico não se satisfaz com o Atlântico Norte. O sul está na mira

Obama quer a Europa como sócia da hegemonia mundial. Falta combinar com os russos. E não só

Embora a Guerra Fria e a ameaça do socialismo soviético que inspiraram a criação Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) tenham desaparecido de vez em 1991 e suas finalidades tenham se tornado cada vez mais vagas, as cúpulas de chefes de Estado, antes relativamente raras, tornaram-se praticamente anuais desde 2001. As despesas militares de seus integrantes, mesmo sem uma superpotência para enfrentar ou outro objetivo claro a atingir, cresceram para patamares inéditos. No caso dos EUA, superaram os piores anos da Guerra do Vietnã (desde 2003), da escalada militar da era Reagan (desde 2005) e da Guerra da Coreia (desde 2006).

A Otan nunca esteve tão bem armada, mas seus fins nunca foram tão imprecisos. Todas as nações do Ocidente enfrentam problemas financeiros, ansiedade pela escassez de matérias-primas e mal-estar pela perda de peso econômico no mundo em relação às novas potências emergentes, principalmente os BRIC,mas não há mais um desafio ideológico ou uma ameaça explícita que as force a cerrar fileiras em torno dos EUA.

Respondendo a essa crise de identidade, a cúpula de 19 e 20 de novembro de 2010 em Lisboa, mais pomposa que o usual e com medidas de segurança excepcionais (Portugal suspendeu o Tratado de Schengen para bloquear a entrada de ativistas europeus), teve na pauta a redefinição de seu “Conceito Estratégico”. Costuma ser feita a cada década, mas desta vez foi mais ampla.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 624, já nas bancas.

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