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Espanha

O franquismo não morreu

por Redação Carta Capital — publicado 13/04/2012 15h11, última modificação 06/06/2015 18h27
Após greve geral, o Partido Popular votará projeto que estende leis antiterroristas aos protestos sociais dos 'indignados'
Franco

Na Espanha,

O Partido Popular no governo da Espanha perdeu a vergonha de suas origens franquistas. Ante o sucesso da greve geral e a continuação dos protestos contra os cortes de gastos sociais (42% nas despesas com atendimento de crianças e 39% com idosos, mas só 2% nos dispêndios da Casa Real), fará votar um projeto que estende as leis antiterroristas aos protestos sociais dos “indignados”.

Obstruir a entrada de prédio público, por exemplo, poderá resultar em até três anos de prisão.

Enquanto isso, as medidas de austeridade, longe de “acalmar os mercados”, como se pretendia, criam pânico nas bolsas europeias por seu previsível impacto depressivo e o juro pago pela dívida volta a 6%.

O retrocesso social e político parece ter-se tornado um fim em si: as finanças são mero pretexto.

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