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Número de pobres bate recorde nos EUA e chega a 46,2 milhões

por Redação Carta Capital — publicado 13/09/2011 17h50, última modificação 13/09/2011 19h05
Esse é o mais alto índice já registrado desde o início da coleta de dados em 1959 e chega no momento exato em que o país tenta conter a crise econômica

A pobreza nos Estados Unidos atingiu, em 2010, 46,2 milhões de americanos. A informação foi divulgada nesta terça-feira 13 pelo Census Bureau do Departamento de Comércio do governo dos EUA. Esse é o mais alto índice já registrado desde o início da coleta de dados em 1959. Os dados chegam no momento exato em que o país tenta conter a crise econômica. Outros 2,6 milhões de americanos caíram abaixo da linha da pobreza, no quarto ano consecutivo de crescimento.

Em 2009 a taxa era de 14,3% de americanos pobres e agora atinge os 15,1% da população. Um aumento de 0,8%. No ano anterior eram 43,6 milhões os que viviam na pobreza. De acordo com o censo, um em cada seis americanos se encontra nessa situação definida para quem tem ganhos anuais individuais de até 11,13 mil dólares, cerca de 18,8 mil reais, ou renda de até 37,68 mil reais anual numa família de quatro pessoas.

A renda das famílias de classe média americanas aparece em queda de 2,3% no relatório. E a taxa de desemprego está em 9,1%, sem perspectiva de melhora a curto prazo. Até agosto deste ano, 14 milhões de americanos estavam desempregados.

Segundo o censo, a taxa de pobreza é ainda mais alta entre negros (27,4%) e hispânicos (26,6%) do que entre brancos (9,9%).

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