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Tunísia

Novo governo da Tunísia promete prender responsáveis por repressão

por Opera Mundi — publicado 18/01/2011 10h01, última modificação 18/01/2011 10h01
Até que as eleições sejam realizadas, a Tunísia terá um governo provisório de unidade nacional. Comandado por Mohamed Ghannouchi. Do Opera Mundi

O primeiro-ministro da Tunísia, Mohamed Ghannouchi, afirmou nesta terça-feira 18 que levará aos tribunais os responsáveis pela repressão dos últimos dias e defendeu a composição de seu Executivo de união nacional.

Em declarações à rádio francesa Europe 1, Mohamed Ghannouchi disse que "todos os partidos serão autorizados a participar das eleições em igualdade de condições", sempre que "responderem às regras requeridas pela lei eleitoral".

"A partir de hoje há uma separação estrita entre o Estado e os partidos", afirmou o primeiro-ministro, que já ocupava o cargo com o anterior presidente, Zine el Abidine Ben Ali.

Na última sexta-feira, o presidente da Tunísia, Ben Ali, renunciou ao cargo e deixou o país após uma onda de protestos contra alta inflação, desemprego, corrupção e pedindo uma abertura política.  No sábado, o Supremo Tribunal anunciou que em 60 dias haverá eleições presidenciais. A corte também decidiu que, até a realização das eleições, o governo ficará com o presidente do Parlamento, Fouad Mebazaa, e não o primeiro-ministro Mohamed Ghannouchi.

Ghannouchi se mostrou confiante em realizar eleições "livres, transparentes, controlados por uma comissão independente e com observadores internacionais", mas fez uma nova previsão de prazo, diferente daquela feita pelo Tribunal: seis meses.

Governo provisório - Até que as eleições sejam realizadas, a Tunísia terá um governo provisório de unidade nacional. Comandado por Ghannouchi, o gabinete terá a participação de três membros da oposição e de oito membros do antigo governo que não estavam envolvidos em casos de corrupção ou na repressão.

Entre as primeiras medidas prometidas estão a extinção do Ministério da Informação, órgão de censura e a libertação de presos políticos.

* Matéria publicada originalmente no Opera Mundi

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