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Novo embaixador da Bolívia no Brasil quer retratação da revista Veja

por Redação Carta Capital — publicado 11/07/2012 17h31, última modificação 06/06/2015 17h37
A publicação da editora Abril é "uma farsa" e "grosseira" que quer "prejudicar o Estado e o Governo" da Bolívia, diz Jerjes Justiniano
Juan Ramón Quintana bolivia

O ministro Juan Ramón Quintana (em foto de junho de 2007) foi acusado pela 'Veja' de ligações com o narcotráfico. Foto: AFP/Arquivo

LA PAZ (AFP) - O veterano esquerdista Jerjes Justiniano foi apresentado nesta quarta-feira 11 pelo governo como o novo embaixador da Bolívia no Brasil e anunciou que sua primeira função será pedir à revista Veja uma retificação de uma matéria que vincula funcionários bolivianos ao narcotráfico.

"Vou exigir que a revista Veja se retrate, que faça uma publicação se retratando e, caso ela não faça, então que seja apresentada uma ação judicial exigindo uma retratação", afirmou em uma coletiva de imprensa na Casa Presidencial ao lado do ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana.

Quintana foi o responsável por divulgar a notícia.

Em sua última publicação, reproduzida por jornais bolivianos, a Veja afirmou que o narcotraficante brasileiro Maximiliano Dorado Munhoz Filho, preso no Brasil, havia se reunido em 2010 como o ministro Quintana na cidade boliviana de Santa Cruz (leste).

A versão da revista - baseada em supostas informações de inteligência da Polícia boliviana - indica que a ex-rainha de beleza e atual diretora regional de fronteiras Jessica Jordan também participou do encontro.

A Bolívia já anunciou que processará a revista na justiça brasileira.

Justiniano, que substitui no cargo o jornalista Alberto Gonzales, afirmou: "É uma responsabilidade que tenho que assumir imediatamente", a de tomar ações contra a publicação brasileira, primeiro pela via diplomática e depois pela judicial, se o primeiro passo não prosperar.

"É uma farsa, é uma publicação grosseira, é simplesmente querer prejudicar o Estado e o Governo" bolivianos, afirmou o embaixador, que ressaltou que "já recebemos a aprovação do Brasil".

Justiniano é um líder socialista veterano e um respeitado professor universitário na cidade de Santa Cruz, no leste da Bolívia.