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No Haiti, cólera deixa 544 mortos e mais de 8 mil hospitalizados

por Revista Forum — publicado 09/11/2010 12h12, última modificação 09/11/2010 16h54
Segundo um informe emitido pelo Ministério de Saúde Pública e População do Haiti, entre os dias 4 e 6 de novembro, 43 pessoas perderam a vida vítimas de cólera

Segundo um informe emitido pelo Ministério de Saúde Pública e População do Haiti, entre os dias 4 e 6 de novembro, 43 pessoas perderam a vida vítimas de cólera. Essa enfermidade foi detectada em cinco dos dez estados da nação caribenha. Autoridade haitianas criaram centros de tratamento para atender aos enfermos.

O surto de cólera que afeta o Haiti desde meados de outubro já deixou, até esta segunda, um saldo de 544 pessoas mortas, enquanto que 8.138 se encontram hospitalizadas, segundo um informe emitido pelo Ministério de Saúde Pública e População (MSPP) da nação caribenha.

No documento publicado, o Ministério revelou que entre os dias 4 e 6 de novembro morreram 43 pessoas vítimas de cólera. Neste sábado, o mesmo órgão havia citado em sua página eletrônica na internet que havia 501 pessoas mortas e 7.359 hospitalizadas até 4 de novembro. Um balanço anterior, difundido em 3 de novembro, mencionou 442 mortes e 6.742 internações.

A doença foi detectada em cinco dos dez estados que formam o país. Nesses estados, as autoridades do Haiti abriram novos centros de tratamento de cólera para assistir às pessoas afetadas pela enfermidade.

As autoridades haitianas temem um aumento do surto de cólera, devido às inundações provocadas na sexta passada em várias regiões do país pelo ciclone Tomás, que causou a morte de 20 pessoas, segundo números divulgados nesta segunda pela Direção de Proteção Civil.

Ainda que não se confirme a origem da epidemia, o presidente do Haiti, René Preval, afirmou na semana passada que ela poderia ter sido “importada”.

A missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) destacou “a dificuldade, inclusive a impossibilidade”, de saber como a cólera chegou ao país, visto que foi comprovado que o microorganismo que causou a epidemia é igual a um encontrado na Ásia meridional.

A princípio, pensou-se que o foco da enfermidade era o rio Artibonit, que nasce no norte e se estende por todo o centro do Haiti, cujas águas são usadas pela população para os trabalhos cotidianos.

O apoio estrangeiro efetivo, que permanece na nação após a tragédia originada pelo terremoto de magnitude 7,3, registrado em 12 de janeiro, é ajudado por organizações regionais como a União de Nações Suramericanas (Unasur), a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba) e o corpo de médicos de Cuba, cuja presença não é recente. Desde 1998, uma brigada médica cubana permaneceu no Haiti depois que o furacão George provocou perdas multimilionárias no país e a morte de milhares de pessoas.

Atualmente, cerca de 850 médicos cubanos continuam trabalhando na nação caribenha para controlar a epidemia, segundo a Direção de Epidemiologia do Laboratório de Investigação do Ministério de Saúde Pública do Haiti.

A partir da rede TeleSur: http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/81205-NN/colera-ha-dejado-544-muertos-y-mas-de-ocho-mil-hospitalizados-en-haiti/

Foto de Flickr: http://www.flickr.com/photos/unicefitalia/5116675869/sizes/z/

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