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No Togo, mulheres convocam 'greve de sexo' contra governo

por AFP — publicado 27/08/2012 11h05, última modificação 06/06/2015 18h18
Mulheres do grupo 'Salvemos Togo' convocaram uma 'greve de sexo' para obrigar os homens a se somarem à luta contra o governo e pela anulação das modificações do código eleitoral
Togo

Mulher discute com policial perto de estádio onde iria ocorrer encontro do grupo "Salvemos Togo" em julho de 2012. Foto: ©AFP/Arquivo / Emile Kouton

LOMÉ (AFP) - As mulheres do grupo opositor "Salvemos Togo" convocaram "todas as mulheres" do país a iniciar uma "greve de sexo" a partir desta segunda-feira 27 para obrigar os homens a se somarem à luta contra o governo e pela anulação das modificações do código eleitoral adotadas pelo parlamento do país africano sem consenso.

"Convocamos todas as mulheres a privar de atividade sexual seus maridos durante uma semana a partir de segunda-feira. Trata-se de obrigar todos os homens a se comprometerem mais na luta levada adiante pelo grupo Salvemos Togo", disse à AFP a militante Isabelle Ameganvi.

"As mulheres são as primeiras vítimas da situação catastrófica que vivemos no Togo. Razão pela qual dizemos a todas as mulheres: uma semana sem sexo também é uma arma de luta", explicou Ameganvi.

"Salvemos Togo", formado por nove organizações da sociedade civil e sete partidos e movimentos políticos opositores, organizou três manifestações na semana passada para exigir a supressão das modificações do código eleitoral adotadas pelo parlamento sem consenso.

O grupo também exige que as eleições legislativas previstas para outubro sejam adiadas até junho de 2013.

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