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Mubarak e filhos negam acusações em tribunal

por Redação Carta Capital — publicado 03/08/2011 10h07, última modificação 06/06/2015 18h16
O ditador egípcio, que segue para tratamento em um hospital no Cairo, só voltará a julgamento em 15 de agosto. Ele pode ser condenado à pena de morte

O ex-presidente do Egito Hosni Mubarak, de 83 anos, e seus dois filhos Alaa e Gamal, que chegaram à academia de polícia nesta quarta-feira 3 para julgamento, negaram as acusações da primeira sessão que durou algumas horas.

O ex-presidente, que participou da sessão deitado em um maca envolta por grades, declarou-se inocente de todos os crimes de que está sendo acusado.

Além dos três integrantes da família Mubarak, outros sete responsáveis pelo antigo regime egípicio também estão sendo julgados.

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Por sua saúde frágil, o ditador, que estava internado em Sharm el-Sheik desde abril, será transferido para um hospital no Cairo para tratamento, o que provocou um recesso na sessão. Eles voltarão ao tribunal somente no dia 15 de agosto. Já o ex-ministro do Interior, Habib el-Adli, e seis comandantes da polícia continuam em julgamento amanhã.

De acordo com a acusação, Mubarak é responsabilizado por ter ordenado às forças de segurança do país que atirassem em civis nos primeiros dias de protesto, em fevereiro deste ano. Cerca de 800 manifestantes foram mortos. Ele e o ministro Habib al-Adly podem ser condenados à pena morte pelo crime.

Além disso, o ex-presidente e seus filhos são acusados de abuso de poder e enriquecimento ilícito e venda de gás natural a preço abaixo do mercado para Israel.

O julgamento histórico é uma das principais reivindicações da oposição e dos ativistas que lideraram a revolução de Fevereiro. Nas últimas semanas eles voltaram às ruas para protestar contra o governo interino, sob o comando do exército, que ainda não colocou em prática as reformas democráticas no país.

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