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Internacional

"Guerra ao Terror"

Morte de Bin Laden deixa EUA atentos contra possíveis represálias

por Redação Carta Capital — publicado 02/05/2011 14h50, última modificação 02/05/2011 18h35
Líderes ligados a Al Qaeda disseram que haverá retaliação contra o governo norte-americano e o Paquistão. Embaixadas dos EUA ficam em estado de alerta. Da Redação

As autoridades norte-americanas estão cientes de que a morte do terrorista mais procurado do mundo, Osama Bin Laden, pode ocasionar tentativas de vingança por parte de integrantes da Al Qaeda. Leon Panetta, diretor da CIA, disse em comunicado que, “ainda que Bin Laden esteja morto, a Al Qaeda não está”.

Em entrevista a AFP, o porta-voz o Movimento dos Talebans do Paquistão (TTP), Ehsanullah Ehsan, confirmou que haverá represálias. “Vingaremos sua morte e lançaremos ataques contra os governos americano e paquistanês, assim como contra as forças de segurança, inimigas do islã”.

Já a conservadora Fox News publicou que um ideólogo da Al Qaeda prometeu, por meio de sites jihadistas, vingança. Identificado como Assad AL-Jihad 2, ele disse que aqueles que acham que a jihad encerra-se com a morte de Bin Laden “devem esperar um pouco mais”.

Nos EUA, a segurança foi reforçada em estações de metrô e nos arredores de centros religiosos. O Departamento de Estado informou que a morte de Bin Laden pode dar início a demonstrações antiamericanas ao redor do mundo. Os norte-americanos também puseram em estado de alerta todas as suas embaixadas.

Segundo o jornal espanhol El País, o discurso de Barack Obama na noite deste domingo (1º) já previa a possibilidade de represálias. O presidente dos EUA ressaltou por mais de uma vez que seu país não está em guerra contra o islamismo e que Bin Laden não era um líder muçulmano. “Bin Laden era um assassino de muçulmanos”, disse Obama.