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Morte da princesa Diana pode ser alvo de nova investigação

por Redação — publicado 18/08/2013 15h07
A polícia britânica está verificando a "relevância e a credibilidade" de uma denúncia segundo a qual um serviço secreto britânico teria assassinado a princesa
Patrick Riviere / AFP
Lady Di

Lady Di acena durante visita a Melbourne, Austrália, em 1988

A polícia britânica pode reabrir as investigações a respeito da morte da princesa Diana, ocorrida em Paris, em 1997, após receber uma informação de que ela, seu namorado, Dodi al-Fayed, e o motorista do casal, Henri Paul, teriam sido assassinados por um militar britânico. A informação é do canal de tevê Sky News.

De acordo com a Sky News, investigadores estão avaliando "seriamente" uma informação que obtiveram recentemente, a partir de depoimentos do sogro e da sogra de um ex-militar britânico, e verificando sua "relevância e credibilidade". Depois disso, "é possível" que reabram o inquérito. Segundo o canal de tevê, entretanto, a Scotland Yard diz firmemente que a avaliação dos depoimentos não é uma nova investigação.

Em seu site, o tablóide britânico The Daily Mirror afirma que a informação surgiu no julgamento do sargento Danny Nightingale, condenado por possuir ilegalmente uma arma e munição. Segundo o jornal, uma testemunha importante no julgamento de Nightingale é um ex-atirador de elite do Special Air Service (SAS), o serviço secreto da Força Aérea britânica. Esta testemunha é identificada apenas como "Soldado N", que também foi condenado por posse ilegal de armas. O "Soldado N" seria colega de quarto de Nightingale e teria deixado uma carta na qual afirmava que a SAS "estava por trás da morte de Diana".

Diana, Dodi e Henri Paul morreram em 31 de agosto de 1997, em Paris, no que foi, segundo as investigações realizadas até hoje, um acidente de carro, quando o veículo em que estavam bateu ao ser perseguido por fotógrafos. A morte de Diana foi investigada ao menos duas vezes no Reino Unido. Em 2008, um júri considerou que a morte foi provocada pela "grosseiramente negligente" forma de dirigir do motorista do casal e dos veículos que o seguiam. Entre 2004 e 2006 a Operação Paget verificou as teorias da conspiração acerca do caso e rejeitou as alegações de que o casal teria sido assassinado.

O pai de Dodi, Mohamed al-Fayed, sustentou por quase uma década que seu filho e a namorada foram assassinados, numa conspiração que envolvia o Estado britânico. Mohamed, entretanto, admitiu que não poderia provar suas alegações.

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