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Ditadura

Morre o ex-ditador argentino Jorge Videla

por AFP — publicado 17/05/2013 11h33
Ex-militar presidiu Argentina entre 1976 e 1981, o período mais duro da ditadura. Ele cumpria duas penas de prisão perpétua por crimes contra a humanidade
AFP/STR
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Durante seu regime, mais de 30 mil pessoas desapareceram na Argentina

BUENOS AIRES (AFP) - O ex-ditador argentino Jorge Videla morreu nesta sexta-feira 17, aos 87 anos, em Buenos Aires, informou uma fonte ligada à família. Ele foi condenado a duas penas de prisão perpétua por crimes contra a humanidade durante o governo militar (1976 -1983).

Videla foi presidente da Argentina entre 1976 e 1981, os anos mais duros da ditadura. No período, mais de 30 mil pessoas desaparecerem, segundo organizações de defesa dos direitos humanos.

O ex-ditador estava detido na penitenciária Marcos Paz, a sudoeste de Buenos Aires. Ele morreu de causas naturais, segundo o canal de televisão C5N. "Durante a noite não se sentia bem, não queria jantar e esta manhã o encontraram morto na cela", disse à imprensa Cecilia Pando, presidente da Associação de Familiares e Amigos de Presos Políticos da Argentina (AFYAPPA), como se autodenominam os militares condenados por crimes na ditadura.

Além de ter sido condenado à prisão perpétua, o ex-general que foi destituído da patente militar pela Justiça Civil, que ele nunca reconheceu. "Como fiz antes, quero manifestar que este tribunal carece de competência e jurisdição para me julgar pelos casos protagonizados pelo exército na luta contra a subversão", disse na terça-feira passada ao depor em um julgamento sobre o Plano Condor, a coordenação da repressão das ditaduras do Cone Sul.

Videla ainda recebeu uma condenação a 50 anos de prisão pelo plano de roubo de bebês durante a ditadura. Quase 500 crianças foram sequestradas por militares, policiais ou outras pessoas durante o período, de acordo com a organização Avós da Praça de Maio, cujos trabalhos permitiram que 108 delas recuperassem a verdadeira identidade.

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