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Monti renuncia, mas pode se candidatar

por Redação Carta Capital — publicado 22/12/2012 09h55, última modificação 22/12/2012 09h55
O primeiro-ministro da Itália perdeu o apoio do ex-premier Silvio Berlusconi e agora pode enfrentá-lo nas eleições
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Monti faz discurso durante visita a uma fábrica da montadora Fiati, em Melfi. Há rumores de que ele poderia se candidatar para enfrentar Berlusconi. Foto: Donato Fassano / AFP

O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, apresentou sua renúncia, anunciou na sexta-feira o governo italiano. Monti, considerado um tecnocrata, no poder há treze meses, apresentou sua renúncia ante o presidente da República, Giorgio Napolitano, após a aprovação no Parlamento da Lei de Orçamentos de 2013 e depois de ter perdido o apoio do partido de seu antecessor, Silvio Berlusconi.

Há uma possibilidade de Monti dispute as próximas eleições, numa tentativa de manter nos trilhos que considera corretos a economia italiana.

O anúncio foi feito após o Parlamento italiano ter aprovado definitivamente na sexta-feira a Lei de Orçamento para o 2013. A Câmara dos Deputados ratificou a lei com 309 votos a favor, 55 contra e 5 abstenções.

Desde 1994, Monti era reitor da prestigiosa Universidade Bocconi de Milão. Quando foi designado como Comissário para a Competitividade da União Europeia, o chamavam de "Super Mario", por sua capacidade de enfrentar os bancos e de batalhar contra os monopólios, após ter impedido o matrimônio em 2001 entre gigantes como General Electric e Honeywell, ou Schneider e Legrand.

Também desafiou em 2004 o multimilionário Bill Gates ao impor à Microsoft uma multa de 497 milhões de euros, que obrigou o grupo a facilitar a compatibilidade de seus produtos. A sentença marcou o mundo da tecnologia.

Monti, chamado para salvar a economia italiana, à beira do abismo, tomou medidas radicais que obrigaram aos cidadãos a assumir sacrifícios, mas não atacou os privilégios, principalmente da classe política, segundo analistas políticos.

Com informações da AFP