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Internacional

Revolta

Mohamed El Baradei é preso em meio a protestos violentos no Egito

por Redação Carta Capital — publicado 28/01/2011 11h02, última modificação 28/01/2011 11h02
Nas ruas do Cairo, mais de um milhão protestam exigindo a saída do ditador Hosni Mubarak. Protestos no Oriente Médio se espalham.

O ex-diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e prêmio Nobel da Paz Mohamed El Baradei foi preso na manhã desta sexta-feira 28 no Cairo, capital do Egito. El Baradei foi detido um dia após chegar à cidade como observador dos protestos que tomam diversas cidades egípcias há quatro dias.

A população do Egito protesta contra o governo do ditador Hosni Mubarak, no poder desde 1981, e as manifestações têm crescido e ficado a cada dia mais violentas. Enquanto El Baradei era preso, cerca de um milhão de pessoas tomavam as ruas do Cairo.

Para tentar frear as manifestações, o governo egípcio cortou, desde a noite da quinta-feira, as conexões de internet e a maior parte dos serviços de telefonia móvel no país. O governo também tem impedido o trabalho da imprensa. As redes de TV CNN, dos EUA, e Al Jazira, do Catar, têm conseguido furar o bloqueio em alguns momentos e transmitir ao vivo da capital egípcia.

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A polícia tenta evitar que os manifestantes cheguem a locais como o Parlamento no Cairo. Não há informações definitivas, mas as estimativas são de que mais de 2.000 manifestantes já foram presos e cerca de 800 foram feridos pela polícia.

Os protestos no Egito são parte da onda que atinge o Oriente Médio desde que a população da Tunísia foi às ruas para exigir a saída do presidente Ben Ali, que fugiu do país. As manifestações começaram no dia 20 de janeiro.

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