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Ministro das Finanças é contra referendo

por AFP — publicado 03/11/2011 08h54, última modificação 03/11/2011 09h39
Evangelos Venizelos afirma que é contra a realização de um referendo sobre o Euro no país; Panpadreu convoca a bancada socialista
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Evangelos Venizelos afirma que é contra a realização de um referendo sobre o Euro no país; Panpadreu convoca a bancada socialista. Foto:Louisa Gouliamaki/AFP

O ministro grego das Finanças, Evangelos Venizelos, afirmou nesta quinta-feira que é contra a realização de um referendo sobre o euro no país, por considerar que a presença da Grécia na união monetária é uma "conquista histórica do povo grego que não pode ser colocada em dúvida".

"A posição do povo grego no euro é uma conquista histórica do povo grego que não pode ser colocada em dúvida. Isto não pode depender de um referendo", afirma Venizelos em um comunicado divulgado nesta quinta-feira, após o encontro do primeiro-ministro grego, Giorgos Papandreu, em Cannes (sul da França) com os dirigentes europeus e do Fundo Monetário Internacional (FMI), reunidos para o G20.

O ministro do Desenvolvimento, Michalis Chryssohoidis, também se manifestou contra o referendo e pediu que o plano europeu de ajuda à Grécia seja ratificado pelo Parlamento, como pede a Eurozona, para manter o país solvente e dentro do bloco.

O primeiro-ministro Papandreu, que enfrenta uma crise política e uma forte oposição das ruas às medidas de austeridade e ao abandono da soberania nacional vinculadas à ajuda financeira europeia, foi convocado na quarta-feira a Cannes pelos líderes da Eurozona, que temem que um referendo na Grécia coloque em risco toda a zona do euro.

Ao fim da reunião, Papandreu confirmou que o que está em jogo é "claramente" a presença do país na Eurozona. Mas ele não revelou o texto da pergunta que será apresentada aos gregos no referendo.

Os principais dirigentes europeus deram um ultimato à Grécia na quarta-feira para que o país decida se fica ou se deixa a Eurozona, sendo que esta última alternativa implicaria no imediato bloqueio da ajuda financeira, tida como essencial para sua recuperação econômica.

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Panpadreu convocou a bancada parlamentar socialista, que ameaça derrubar o governo, após as críticas da União Europeia (UE) a seu projeto de referendo sobre o plano europeu para salvar o país, informou a agência de notícias Ana.

A reunão foi solicitada por muitos deputados socialistas. Dois deles já anunciaram que não votarão a favor do Executivo na moção de confiança pedida por Papandreu, que perde assim a maioria parlamentar, com 150 votos em um total de 300.

O chefe de Governo convocou um conselho ministerial de crise para esta manhã.

Cinco ministros do gabinete também se declararam contrários ao projeto de Papandreu. O governo ainda pode vencer a votação, mas a sobrevivência parece improvável após as dissidências.

A Grécia espera as decisões de Papandreu a respeito da crise sem precedentes que ameaça o país com a falência e a saída da Eurozona, depois do surpreendente anúncio na segunda-feira de um referendo sobre o plano de resgate elaborado na semana passada em Bruxelas.

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