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Ministro da Defesa e cunhado de Assad morrem em atentado suicida

por AFP — publicado 18/07/2012 10h09, última modificação 06/06/2015 19h23
Atentado aconteceu nesta quarta-feira 18, na sede de Segurança Nacional, no centro da capital Damasco e feriu vários oficiais do regime
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O general Daud Rajha, ministro da Defesa sírio, em foto divulgada em setembro de 2011. Foto: ©AFP

DAMASCO, Síria (AFP) - O ministro da Defesa da Síria, Daud Rajha, e o cunhado do presidente Bashar Al-Assad, Asef Shawkat, morreram nesta quarta-feira 18 em um atentado suicida na sede da Segurança Nacional no centro de Damasco, capital da Síria. O ataque também deixou o ministro do Interior, Mohamed Ibrahim al-Shaar, e vários oficiais do regime feridos.

O ministro Rajha é o primeiro alto dirigente do regime sírio que morre desde o começo da revolta contra o regime Assad, em março de 2011.

Segundo as primeiras informações, a explosão foi realizada por um suicida munido de um cinturão de explosivos e aconteceu poucas horas depois de uma votação no Conselho de Segurança da ONU sobre uma resolução que ameaça a Síria com novas sanções.

"O general Daud Rajha caiu como mártir no atentado terrorista contra o edifício da Segurança Nacional", anunciou a televisão estatal. Chefe adjunto do Exército, o general era de confissão cristã.

Segundo o canal, o atentado aconteceu durante uma reunião de ministros e dirigentes da segurança. O alvo do atentado foi o ultraprotegido prédio da Segurança Nacional, símbolo da repressão, localizado no bairro de Rawda, centro da capital.

Fontes da segurança afirmaram à AFP que vários feridos, entre os quais o ministro do Interior, Mohamed Ibrahim al Shaar, foram levados para o hospital Al Shami na capital.

"O Estado e todas suas instituições estão sendo atacados. É uma guerra aberta contra todos os sírios", comentou um deputado, Khaled al Abbud. "Há elementos exteriores que atuam para a destruição do Estado sírio", acrescentou, acusando os Estados Unidos e seus "instrumentos" no interior do país.

Na véspera, os rebeldes sírios lançaram a chamada "batalha pela libertação" de Damasco, onde violentos combates foram travados com a entrada em ação pela primeira vez dos helicópteros do Exército, intensificando ainda mais a violência, que deixou pelo menos 86 pessoas mortas em todo o país.

Em Moscou, o emissário internacional Kofi Annan, que tenta ressuscitar o seu plano de paz, afirmou que a violência na Síria chegou a um "ponto crítico", após a Cruz Vermelha Internacional ter classificado o conflito armado de "guerra civil".

A Rússia, principal aliada do regime de Assad, bloqueou todas as resoluções na ONU que condenavam a repressão. Em Nova York, as negociações sobre um novo mandato dos observadores na Síria enfrentam um impasse. Os ocidentais insistem na aprovação de uma resolução que ameace o regime com sanções, enquanto a Rússia rejeita essa possibilidade.

Segundo o chanceler russo Serguei Lavrov, que classificou os combates que acontecem neste país de decisivos, declarou nesta quarta-feira que a Rússia não permitirá que o Conselho de Segurança adote uma resolução que implique apoio da ONU a uma 'revolução' na Síria.

"Neste momento, ocorrem combates decisivos na Síria. E a adoção de uma resolução (ocidental) seria um apoio direto a um movimento revolucionário. Se é uma revolução, a ONU não tem nada a ver com isso", declarou Lavrov.

Iniciada em março de 2011, a revolta popular, violentamente reprimida pelo regime, degenerou em conflito armado entre soldados e rebeldes. Mais de 17.000 pessoas morreram no país em 16 meses, segundo o OSDH.

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