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Negligência

Mineiros que foram soterrados processam o Chile

por Redação Carta Capital — publicado 16/07/2011 13h26, última modificação 16/07/2011 14h16
Quase um ano após ficarem presos por 70 dias em uma mina a 700 metros de profundidade, 31 dos 33 mineiros pedem cerca de 17 milhões de reais em indenização

Quase um ano após ficarem presos por 70 dias na mina São José, no Chile, a mais de 700 metros de profundidade, 31 dos 33 mineiros soterrados entraram com uma ação contra o Estado exigindo uma indenização de cerca de 17 milhões de reais, por falta de inspeção no local.

O processo, impetrado no IX Tribunal Civil de Santiago, alega que o Serviço Nacional de Geologia e Mineração não fiscalizou de forma adequada o depósito da mina de cobre e ouro - na região do deserto do Atacama, a cerca de 830 quilometros de Santiago -, onde ocorreu o desabamento que prendeu os trabalhadores em 5 de agosto de 2010.

Segundo o advogado dos mineiros, Edgardo Reinoso, disse à mídia local, a instituição foi negligente ao permitir o funcionamento da mina que já havia sido fechada diversas vezes por descumprimento das normas de ventilação e saídas de emergência, além de registrar diversos acidentes trabalhistas.

Os trabalhadores foram resgatados após um enorme esforço de cooperação entre o governo e a ajuda internacional, porém muitos ainda enfrentam sequelas psicológicas, sendo que apenas um deles voltou a trabalhar no setor.

Os mineiros também aguardam a Justiça do Chile definir qual responsabilidade será atribuída aos donos da mina, Alejandro Bohn e Marcelo Kemeny, para que possam processá-los.

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