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Militares dissolvem Parlamento e suspendem a Constituição no Egito

por Opera Mundi — publicado 13/02/2011 17h14, última modificação 13/02/2011 17h14
De acordo com os militares, o processo de transição para um governo civil e democrático terá a duração de seis meses ou até que um novo Parlamento seja eleito. Do Opera Mundi

O Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito, que governa o país desde a queda do presidente Hosni Mubarak, na última sexta-feira 11, anunciou neste domingo 13, em uma declaração na TV estatal, a dissolução do Parlamento e a suspensão da Constituição.

De acordo com os militares, o processo de transição para um governo civil e democrático terá a duração de seis meses ou até que um novo Parlamento seja eleito. A nota, no entanto, não estabelece quando será realizada essa votação. As últimas eleições parlamentares foram realizadas em novembro e dezembro passados, e as presidenciais estavam convocadas para setembro próximo.

Os militares também anunciam a formação de um comitê para reformar alguns artigos da Constituição, mas não detalha quais, e fixará as normas para submeter essas emendas a uma consulta popular. "O Conselho observa que o verdadeiro desafio que o Egito enfrenta é conseguir o desenvolvimento por meio de um ambiente de liberdade e de reformas constitucionais para cumprir as legítimas reivindicações", assinala a nota.

Simultaneamente, de acordo com informações da BBC, o primeiro-ministro egípcio, Ahmed Shafiq disse que a prioridade do governo provisório é restaurar a segurança e "retomar a normalidade" do país. As declarações de Shafiq são as primeiras após a renúncia de Mubarak e foram feitas após a primeira reunião do Conselho de Ministros do governo provisório.

Shafiq foi nomeado por Mubarak, no entanto, o Conselho Supremo das Forças Armadas, que assumiu o governo depois da renúncia de Mubarak, na última sexta, determinou que ele seguisse na administração dos assuntos correntes.

Economia

De acordo com Shafiq, a situação da economia do país é “estável”, mesmo após 18 dias de paralisação devido aos protestos contra o governo. "A situação da nossa economia é sólida e coesa. Temos reservas suficientes para o período que virá [de transição política] e uma situação confortável.", disse o premier egípcio.

Na mensagem,oss militares reitera que o Egito se compromete a realizar tratados e acordos internacionais e respeitar os vigentes.

Hoje, o Banco Central do Egito decidiu levar a leilão o equivalente a 812 milhões de euros em bilhetes do Tesouro. É o primeiro leilão de títulos desde a renúncia de Mubarak.

*Matéria publicada originalmente no Opera Mundi

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