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'Mercosul quer evitar invasão de produtos estrangeiros manufaturados'

por Agência Brasil publicado 29/06/2011 10h50, última modificação 29/06/2011 11h16
Os ministros do Mercosul temem que países 'em desespero de causa' tentem buscar novos mercados

Por Monica Yanakiew*

Os ministros da área econômica do Mercosul manifestaram nesta terça-feira 28 preocupação em proteger o mercado do bloco de uma possível invasão de produtos manufaturados de países desenvolvidos em crise. “A preocupação é que nosso mercado seja invadido por produtos de quem não tem para quem vender", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, depois de uma reunião ordinária do conselho do Mercosul e associados. As informações são da BBC Brasil.

Segundo Mantega, o crescimento lento da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos vai deprimir o mercado de manufaturados. Os ministros do Mercosul temem que países "em desespero de causa" tentem buscar novos mercados. Por isso, combinaram preservar a América Latina para os países da região.

Durante a reunião, os ministros não discutiram medidas concretas, mas houve consenso sobre a necessidade de proteger o mercado do bloco, disse Mantega. "Queremos que nosso mercado sirva para estimular o nosso crescimento, e não o de outros países."

Na reunião, os ministros também fizeram um balanço da situação da região. As economias apresentaram taxas de crescimento superiores à média mundial, mas este ano - segundo Mantega - os governos estão reduzindo o ritmo de expansão para "segurar o ímpeto da inflação", que alcançou todos os países. "Estamos todos fazendo ajustes.” Segundo ele, apesar de o crescimento ser menor este ano, a expansão econômica será positiva.

Mantega também falou sobre a eleição da nova diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), a ministra das Finanças da França, Christine Lagarde. "O Brasil apoiou Christine Lagarde, mas não foi um apoio incondicional. Vamos cobrar os compromissos assumidos por ela, desde o primeiro dia de seu mandato."

Entre os compromissos, estão a promessa de que o próximo diretor-gerente do FMI não seja um europeu, uma distribuição melhor de funcionários para representar os países emergentes e a certeza que Christine Lagarde acompanhará os problemas mundiais, e não apenas os da Europa.

*Matéria publicada originalmente na Agência Brasil

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