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Medvedev diz que integrantes do Pussy Riot não deveriam estar presas

por AFP — publicado 02/11/2012 11h35, última modificação 06/06/2015 19h23
Primeiro-ministro diz considerar injusto que as jovens da banda punk que protestou contra Vladimir Putin sejam privadas da liberdade
medvedev

Medvedev destacou que a questão não depende dele. Foto: Alexander Astafyev/AFP

MOSCOU (AFP) - O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, afirmou nesta sexta-feira 2 que as duas jovens do grupo punk Pussy Riot, condenadas a dois anos de detenção por uma 'oração' irreverente contra o presidente Vladimir Putin, não deveriam estar na prisão, informaram as agências russas.

"Se eu tivesse sido o juiz, não as teria enviado para a prisão. Simplesmente porque considero que não é justo que estejam privadas da liberdade. Já passaram muito tempo na prisão, agora basta", disse.

Nadezhda Tolokonnikova, 22 anos, e Maria Alyokhina, 24, estão presas em uma colônia penal nas proximidades de Mosocu.

Ao mesmo tempo, Medvedev destacou que a questão não depende dele porque o caso está nas mãos da justiça e dos advogados das duas jovens.

"Elas têm o direito de apelar e penso que os advogados farão isto. E o tribunal tem o direito de examinar esta questão profundamente e tomar uma decisão", afirmou o chefe de Governo russo.

Medvedev repetiu que considera as integrantes do grupo punk Pussy Riot "extremamente desagradáveis". Em setembro, ele disse que o grupo provocava "náuseas", mas que considerava "inútil" mantê-las na prisão.

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