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Marroquinos decidem se aceitam nova Constituição

por Redação Carta Capital — publicado 27/06/2011 16h00, última modificação 27/06/2011 20h05
Dias antes do referendo, a ser realizado na sexta-feira 1, a população vai às ruas protestar contra nova a Carta Magna, que mantém poderes nas mãos do rei, e também apoiar a consulta
Manifestações no Marrocos

Dias antes do referendo, a ser realizado na sexta-feira 1, a população vai às ruas protestar contra nova a Carta Magna, que mantém poderes nas mãos do rei, e também apoiar a consulta. Foto: Abdelhak Senna/AFP

Grupos a favor do regime marroquino e jovens do Movimento 20 de Fevereiro, que há quatro meses reivindicam mais democracia no país, voltaram a se cruzar nas ruas do Marrocos, no domingo 26. As movimentações são as últimas antes de a população decidir em um referendo, na sexta-feira 1, se aceita a reforma na Constituição apresentada há duas semanas na televisão pelo rei Mohamed VI, que está no poder desde 1999, após a morte do pai, Hassan II.

Pela proposta, o soberano mantém a maioria de suas prerrogativas, mas diminui alguns de seus poderes.

As manifestações atraíram milhares de jovens às ruas de diversas cidades no Marrocos, como Tanger (onde pelo menos oito mil pessoas participaram), Casablanca, Fez, Tetuán e Rabat, para pedir o boicote ao referendo. Posição defendida por vários pequenos partidos de esquerda e amplos setores da sociedade civil, liderada pela Associação Marroquina de Direitos Humanos.

Porém, grupos de apoiadores do regime também participaram em peso das ações. Na capital Rabat, bloquearam, inclusive, uma passeata com cerca de mil pessoas a favor do boicote ao referendo.

Em Casablanca, entre os defensores da nova Carta Magna estavam militantes de partidos da coalizão governamental e membros da Irmandade Boutchichiya. Uma corrente religiosa que não se misturava com a política, mas tem laços estreitos com Ahmed Toufik, atual ministro para Assuntos Religiosos.

O Movimento 20 de Fevereiro denunciou em seus últimos comunicados "a mobilização de correntes religiosas financiadas e dirigidas pelo Estado a fim de criar uma guerra santa contra os protestos legítimos do povo marroquino”.

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